Em construção.
Dizem que dois filósofos juntos tendem, naturalmente, à discordância. Não é exagero. São mais honestos que os músicos que, juntos, tendem a se repudiar, invejar e boicotar. Em concordância harmônica.
O sofrimento possui com o homem uma relação parabólica: é proveitoso até o ponto em que começa a destruir. Instiga crescimento até passar a deteriorar. Incentiva a busca da vida, até levar a morte. Sujeitozinho vaidoso.
Autor de O Príncipe e o Mendigo e As Aventuras de Tom Sawyer, Mark Twain não conseguia escrever uma linha sequer sem um charuto por perto.
No caso de James Joyce, de Ulysses e Retrato do Artista Quando Jovem, seu fraco era por chocolate. Já Honoré de Balzac, de A Comédia Humana e A Mulher de Trinta Anos, não produzia sem café. “Ele chegava a consumir mais de cinquenta xícaras por dia”.
Ao menos em termos de café sou lá um Honoré.
A ideia do suicídio é a única coisa que faz a vida suportável, todavia há que saber explorá-la, não apressar-se a tirar as consequências. É uma ideia muito útil: deveriam dar cursos sobre ela nos colégios!
Cioran
Sobre o futebol, não há que se enredar muito, trata-se de mera distração. Nenhuma complexidade. Mas aprender futebol é indispensável para ter assunto com as pessoas comuns. Ter visto o gol do Neymar é, de fato, um cartão de visita e tanto.
Continuo, por aqui, a tomar certas doses de café e vinho. Um e outro, conforme convém.
A música diferencia-se das demais artes principalmente porque seu modo de apreciação é distante e distinto do cotidiano. Estamos mais acostumados cognitivamente a ver do que a ouvir – notadamente nestas épocas de hoje. A concentração para a observação musical é mais exigente que a contemplação visual.
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