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náusea

uh

Palavra do dia: adiar.

O Cavalo de Guerra de Spielberg é deveras certinho. Filme de meio, não mais que isto.

Não me tens. Não me tens. Não me tens.

Uma lady em público. Uma puta na cama.

A docência e o meretrício

Uma amiga disse-me que teve um namorado belo de corpo, embora feio de espírito. Não creio muito nesta bipartição, já que alguns elementos dão indício de certa unidade interdependente entre “corpo” e “alma”. Um belo olhar, por exemplo, carece da matéria orgânica dos olhos, e de certa orientação intelectiva para se manifestar. O que chamam “elegância” é nada menos que este conjunto de caracteres. Se existe corpo e espírito, ambos se influenciam mutuamente, não havendo possibilidade de um espírito ser o mesmo sem tal corpo, nem um tal corpo ser o mesmo sem um tal espírito. Mas admitir isto seria provocar o entendimento de que não há diferença entre a venda do corpo (o meretrício) e a venda do espírito (a docência, por exemplo). Grande dificuldade – ao menos cultural.

A mulher apenas é mulher quando torna-se consciente do seu corpo, tomando distância do tradicional conceito que o torna um campo de pudores. Utilizando este entendimento, digamos, machista, até para manipular quem seja seduzível, provocar, instigar. Coitados dos homens, que sustentam a liberdade corporal e impuseram a privacidade às mulheres: criaram a arma de dominação. Coitados de nós.

A França para além do Vinho

Emmanuelle Béart, tolos.

A Rússia para além da Vodka

Natalia Vodianova, bobinhos.

“Estávamos numa animada discussão sobre a admissibilidade da mentira quando ele disse: «Tu és contra a mentira porque não és casado, eu não me posso dar a esse luxo». E aí calei-me, num debate ético a biografia ganha sempre.” (Pedro Mexia)

As covas femininas no final das costas.

Em alvos iguais, como acertar no diferente?

Palavra do dia: imprecação.

“De que vale tentar reconstruir com palavras
O que o verão levou
Entre nuvens e risos
Junto com o jornal velho pelos ares”

Eu vos declaro livres e desempedidos.

Entre a dignidade e a paixão há o risco. A primeira é ociosa, séria, monocromática. A segunda é provocativa, ousada, dinâmica. Escolhe-se a paixão, e corre-se o risco da ressaca de dignidade. Escolhe-se a dignidade, corre-se o risco da sede por paixão. Mas há quem entenda a paixão como completamente digna, e a dignidade como algo apaixonante. Mas estes não apreendem os conceitos de céu e inferno.

Vá ao banco dos rancores, deposite pouco mais da metade do seu patrimônio e aguarde os rendimentos dos juros.

Palavra do dia: ida.

Next,

"No Museu Dos Vencidos estão reunidos todos os papeizinhos com os discursos de agradecimento não lidos pelos perdedores de todos os prêmios."
Michel Melamed