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Axé!

A palavra axé é uma interjeição, equivalente a “boa sorte!”; “felicidades!” É a expressão da esperança, do desejo de melhoras. A axé music, assim entendida, é a música da fé, da crença.

Não trato aqui de aberrações, como o “tchan” e seus derivados. O axé, para mim, é o ritmo comungado pelo Olodum, Ilê Aiê, Margareth Menezes e pelos terreiros de candomblé. É o som que os escravos batucavam para libertar a alma das dores físicas.

É belo, e faz o coração pulsar. A Bahia, centro do axé no Brasil, exprime essa fulga aos problemas, para afogar as mágoas em tambores e oxalás. Por isso os baianos possuem a fama de preguiçosos, festeiros e menos desenvolvidos.

Realmente, a solução para nossas mazelas não está em cantar “O Canto da Cidade”, com Daniela Mercury. O problema é que, nos carnavais principalmente, nas ruas da Bahia só se vê turistas paulistas, cariocas, paranaenses…

Chovendo no molhado

Notícia do Jornal da Globo de ontem: 567 municípios estão em estado de emergência por causa da seca, no Nordeste. O Governo Federal liberou dez milhões de reais para ajudar essas localidades.

Mais uma notícia, da mesma edição, do mesmo jornal: Cem milhões de reais serão gastos na convocação extraordinária dos 594 parlamentares que formam o Congresso Nacional, por dois meses de “trabalho” extra.

27 congressistas abriram mão do pagamento. Ou seja: 567 políticos receberão o mimo de final de ano. Por ironia, o mesmo número de municípios em estado de emergência em virtude da seca.

Não só a falta de água deveria ativar o estado de emergência, a seca de moral também. Mas, como eu e você sabemos, estamos no Brasil.

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Site interessante: História da Arte

A Arte de Sentir

Algo que diferencia o homem dos demais animais é a sensibilidade. Refiro-me a algo que está além dos instintos naturais. Um cavalo não se importa em pisar na lama ou no chão de cimento, a não ser que um ou outro transmita-lhe dor. Uma pessoa certamente não pisaria na lama, por causa de algo que chamamos nojo.

Contudo, às vezes precisa-se refletir o uso deste recurso. Por que matar a fome, e não degustar a comida? Por que fazer sexo, e não ser carinhoso? Por que ter amigos, e não abraçá-los? Por que?

Qualquer que seja o conceito de “arte”, ele passa por isso que é a essência do ser humano. Sem ditaduras alheias observemos então a arte por este aspecto, e assim teremos consciência do que é a melhor literatura, música, cinema…

Eu sou o papa.

Dizer aqui que a Internet mudou o mundo seria cair no óbvio. Alguns questionarão até se o mundo já existiu sem a rede. O fato é que ela dá lucro, e, nesse mundo-de-meu-deus, tudo que gera dinheiro perdura. Tanto perdurou que parte de nossa vida social está transformada em bytes e pixels.

Logo quando comecei a navegar via fibra óptica não me importava com o que dizia, o que mostrava ou aceitava. Naquele tempo, ainda no século XX, a Internet era um mundo à parte, quase sem vínculo com a “vida real”. Agora não. Qualquer feito num beco escondido da WEB certamente não tardará a ser conhecido por meus convivas.

Com toda essa conexão entre os mundos ficou mais fácil, por exemplo, tornar-se outra pessoa. Qual o empecilho que há em criar contas de e-mail, Messenger e orkut com nomes falsos? Ao possuir esses três pilares de um “internauta que se preze” certamente ninguém duvidará que se trata de um ser de carne e osso. Mais: basta criar um blog e está formado um personagem completo.

Fernando Pessoa utilizou-se de heterônimos para escrever poemas. Eles tinham nome e caráter distintos do do escritor (Álvaro de Campos era um). Se em seu tempo houvesse Internet ele nem precisaria assumir essas outras personalidades. Cuidado, então, pois sua paixão virtual pode não existir, eu posso ser seu vizinho ou, por que não, o papa.

Minto, logo, existo.

O homem que não está disposto a mentir está fadado ao fracasso sexual. Já ouvi mulheres dizendo que “para nos conquistar deve-se dizer o que nós queremos ouvir.” Alguns exemplos…

  • Uma mulher, passadas duas horas de produção e de espera do companheiro, pergunta a ele como ela está: se o mancebo não disser, no mínimo, que ela está linda (fazendo-se surpreso) as reações vão do choro, dela, ao tapa na cara, dele.
  • Naquele momento quente, prestes a acontecer o acontecível, ela, antes de ceder o prazer supremo ao acompanhante, indaga-lhe: “amor, você me ama?”; pergunta fatal, pois antes de questionar o amor dele ela assume o dela. Nessas situações, geralmente, o instinto de propagação da espécie prevalece: as respostas vão do “claro” ao “mas que pergunta!”Há limites. Algumas mentiras elas não querem ouvir. O ego das mulheres é imperativo, os caprichos dele estão acima de qualquer moral. Não se engane: você certamente nasceu por causa de uma(s) mentira(s) de seu pai, seguido de um sorrisinho de sua mãe, ou melhor, do ego dela.
  • Prostitutas Caridosas

    Em 2005, nós, brasileiros, fomos surpreendidos quando descobrimos impiedades na igreja petista. Como ficamos boquiabertos ao pilhar o beato Lula em meio às orgias do poder! Minha nossa, disseram alguns, em quem acreditar agora? E é nesta pergunta que está o nosso fracasso.

    O problema do brasileiro é que ele acredita demais. A fé e a esperança fazem o nosso povo estúpido. Estamos impregnados de religiosidade: o futebol é uma religião, o carnaval é uma religião, as bundas são uma religião. Na política o PT era nossa religião, daqui a pouco surgirá outra.

    Nós, povo, somos o fracasso deste país. Não somos céticos, vingativos nem intolerantes com o poder público. Nunca decapitamos um chefe do Estado; o mais próximo disso foi o impeachment de Fernando Collor, que teve milhares de votos nas últimas eleições, ou seja, ainda há crentes nele. Somos prostitutas caridosas, quem quiser usa sem pagar imposto.

    Quero me mudar para a França, pelo menos lá há quem destrua carros por estar desempregado. No Brasil prefere-se fazer promessa. Para este país não há solução.

    É Natal: há um ano atrás.

    Estava revirando o arquivo do meu antigo blog, e encontrei algo que tratava do Natal, publicado no dia 22 de dezembro de 2004. Se tivesse escrito hoje faria mudanças drásticas no texto, mas a idéia central seria a mesma. Transcrevo-o aqui, sem alterações:

    É Natal

    No próximo dia 25 de dezembro comemoramos o Natal. As ruas estão ornamentadas com luzes, guirlandas e estrelas. As lojas, em sua maioria, estão saturadas de pessoas ávidas por comprar presentes para os afeitos. O Natal, teoricamente, é a data na qual os cristãos deveriam celebrar o aniversário de nascimento do messias, do homem que tinha em si a palavra de Deus, que tinha o poder de curar cegos e aleijados.

    Essa data, que tem (ou deveria ter) tanto significado para alguns, é apenas mais uma chance de ganhar dinheiro para outros. Há aqueles que gostam do Natal apenas porque a comida é diferente, mais “chique”. Admiro as pessoas que aproveitam para fazer caridades nas ruas, em instituições, hospitais…

    Eu não gosto muito do Natal. Não porque não admire Jesus. Pelo contrário: foi um dos maiores filósofos sociais de nossa existência. Mas, o que me incomoda nessa festa é o fator luxuoso que está atrelado a ela. Nozes, vinhos, panetone, bolos, perus… Algo totalmente avesso à minha realidade. Prefiro o São João. Por ter esse luxo, o Natal se torna excludente. Quem não tem dinheiro não tem ceia, sendo assim, não tem Natal. No São João só é encostar em uma fogueira, dançar um forró, assar um milho (que pode ser plantado no quintal de casa) e pronto, está feita a festa.

    Outro fator que me incomoda é a reunião familiar, tradição na maioria das casas. Não sou fã de minha família, principalmente quando está reunida.

    Está comprovado histórica e cientificamente que Cristo nasceu 6 anos d.c.; ou seja… nosso calendário está errado. Pior: não se tem a mínima idéia se ele nasceu mesmo em dezembro, muito menos no dia 25. Mas, para que os shoppings não esvaziem, continuemos a comemorar, pelo menos simbolicamente, o Natal.

    Quem mandou?

    Sou o que se pode chamar de um homem nascido em uma época que não é a sua. Vários fatores comprovam isso: desde minhas afinidades musicais até hábitos, às vezes incoerentes, de resistência aos recursos oferecidos pela tecnologia.

    Um fato interessante, por exemplo, é que não consigo criar textos no computador. Claro que respondo meus email’s e uso o Messenger, mas refiro-me aqui ao processo criativo necessário a todo escritor (independentemente da qualidade do escrito). Em mim nada surge na cabeça se estou diante de um monitor.

    Sinto-me muito mais à vontade com papel, lápis e borracha. Que primitivismo, não? Para publicar algo na Internet primeiro escrevo num caderno, que tenho só para este fim, depois copio para o computador, para só então lançar o texto na rede.

    Há um lado bom: não é preciso fazer o backup do que eu escrevo (tenho todos os textos do meu outro blog no papel). O problema é que acho uma chatice ter que digitar o que já escrevi, corrigi e reli. Mas… quem mandou nascer quando não deve?

    Vem pra blogosfera você também!

    Me sinto bem retornando ao mundo dos blogs. Depois de um tempo longe retorno com um apetite enorme para interagir através deste meu Café. Sou apaixonado pelo bloguismo.

    Estou ávido por devorar os diversos textos, idéias e reflexões dos meus colegas da blogosfera. Deliciar-me com os escritos da Colombina, da Carol e da Drika. Enlouquecer Pensando e Buscar Sentidos.

    Assistir, de camarote, as curiosidades e os causos do cotidiano de gente como a Cinderela, a Maravilhosa e o Mauro. Ou mesmo os bastidores de Brasília, dos que “nos governam”, através do Blog do Noblat ou do Josias de Souza. Rir com o Kibe Loco, excitar-me com a Cooper e discutir com o Alesson

    Com a multidão de vertentes temáticas dá para me satisfazer, qualquer que seja o estado de espírito. Sem falar no recurso dos links, disponibilizados pela maioria dos blogueiros, e que são uma porta para uma infinidade de outros mundos virtuais.

    Perde muito quem não desfruta de tudo isso.

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    Há algum tempo já que não publicava algo. Meu antigo blog não me agradava mais, quando deixei de aborrecê-lo com meus escritos. O site que o hospeda, weblogger, não funciona, praticamente. Assim, resolvi criar outro espaço para depositar os resíduos de meus pensamentos.

    Mas, eis que surge-me um problema logo de início: que título dar à minha nova casa virtual? Repetir o antigo? Não. Quem usaria num filho recém-nascido o nome de um falecido? Assim, pus-me a pensar em algo que tivesse a ver comigo e com meu objetivo em relação à nova cria.

    Escolhi o que aí está, primeiro porque sou um entusiasta dos cafés, “locais que prestam-se à socialização e à troca de idéias”, segundo porque sou apreciador da bebida, minha companheira de solidões. O “Dom” vem de Dom Casmurro, apelido já de longa data que, como se diz, “pegou”.

    O layout é o que se vê, simples.

    Bem… não quero mais me estender. As primeiras vezes são sempre frias e cheias de pudores. Aos que pretendem voltar: sejam bem-vindos!

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    "Insanidade é fazer a mesma coisa uma e outra vez e esperar resultados diferentes."
    Einstein