Estava revirando o arquivo do meu antigo blog, e encontrei algo que tratava do Natal, publicado no dia 22 de dezembro de 2004. Se tivesse escrito hoje faria mudanças drásticas no texto, mas a idéia central seria a mesma. Transcrevo-o aqui, sem alterações:
É Natal
No próximo dia 25 de dezembro comemoramos o Natal. As ruas estão ornamentadas com luzes, guirlandas e estrelas. As lojas, em sua maioria, estão saturadas de pessoas ávidas por comprar presentes para os afeitos. O Natal, teoricamente, é a data na qual os cristãos deveriam celebrar o aniversário de nascimento do messias, do homem que tinha em si a palavra de Deus, que tinha o poder de curar cegos e aleijados.
Essa data, que tem (ou deveria ter) tanto significado para alguns, é apenas mais uma chance de ganhar dinheiro para outros. Há aqueles que gostam do Natal apenas porque a comida é diferente, mais “chique”. Admiro as pessoas que aproveitam para fazer caridades nas ruas, em instituições, hospitais…
Eu não gosto muito do Natal. Não porque não admire Jesus. Pelo contrário: foi um dos maiores filósofos sociais de nossa existência. Mas, o que me incomoda nessa festa é o fator luxuoso que está atrelado a ela. Nozes, vinhos, panetone, bolos, perus… Algo totalmente avesso à minha realidade. Prefiro o São João. Por ter esse luxo, o Natal se torna excludente. Quem não tem dinheiro não tem ceia, sendo assim, não tem Natal. No São João só é encostar em uma fogueira, dançar um forró, assar um milho (que pode ser plantado no quintal de casa) e pronto, está feita a festa.
Outro fator que me incomoda é a reunião familiar, tradição na maioria das casas. Não sou fã de minha família, principalmente quando está reunida.
Está comprovado histórica e cientificamente que Cristo nasceu 6 anos d.c.; ou seja… nosso calendário está errado. Pior: não se tem a mínima idéia se ele nasceu mesmo em dezembro, muito menos no dia 25. Mas, para que os shoppings não esvaziem, continuemos a comemorar, pelo menos simbolicamente, o Natal.