E não são putas.
Estou frenético, minha calma lúcida foi para a casa do inferno – esculhambei com toda parcimônia possível em meu coração. Existem tempos que estamos assim: como monstros velozes que por onde passam destroem mesmo uma mísera unidade de tempo. Um segundo, senhores, para mim está tão pouco que lanço-o para cima vendo-o espatifar no chão em cacos incontáveis.
Em movimentos de translação e rotação confundo-me entre outros planetas, que são os outros, desconhecendo a gênese de minha geografia. Somos todos galáxias, na verdade. Somos várias, só que só cada um acha-se a Via Láctea.
E putas se aquecem nas ruas madrugadas esquinas pontos. Crianças comem doce pipoca algodão doce bala. Bala de coco, como não diz Chico César. E patrícias rebolam esnobam gastam esvaziam-se e não são putas. Se fôssemos explodir revelaríamos o menos do homem. E tudo isso vejo num daqueles micrômeros do segundo. Pasmem.
Jesus Cristo salva todos os culpados, afinal a culpa é pré-requisito para a salvação. E os bons não, nunca serão salvos (os bons não existem). Há quem se negue em saber inexistir a perfeição. Mas Ele, dizem outros, é a perfeição. Olhai os Lírios do Campo, e vejam a bola que Érico Veríssimo não deixou cair.
E me calo já com a necessidade de gritar, espernear, debater as cordas vocais contra as paredes de minha garganta seca, para ver o sangue molhá-la. A psicopatia também é necessária para a humanidade, mesmo como medida para a sensatez. E chega de loucuras, abruptamente cesso estas palavras – navalhas que alisam a língua íntegra dos impúberes.






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