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Filoblogando…

Este blog é um laboratório. Onde largo meus textos para aprenderem a andar, como uma criança que apenas engatinha. Alguns caem, se estropiam e choram. Outros levantam de teimosia, caindo novamente com mais dois ou três passos dados, enquanto alguns conseguem passar correndo de um ponto de apoio a outro, sorrindo, empolgado com a proeza. Creio que é essa a característica que me faz estar apaixonado por blogar, a possibilidade de se arrepender e se surpreender com o escrito. Andar como nunca, cair pela real incompetência.

Publicar um blog é chutar o traseiro da mídia tradicional, a mídia rígida, burra e capitalista ao extremo. Quem é capitalista ao extremo não pode ser blogueiro no sentido romântico da palavra. Blogueiro não faz merchandising, não diz o que não quer dizer, nem finge pensar o que não pensa – esses são aspirantes a apresentadores de tevê em tardes de domingo. No máximo, o blogueiro arrisca alguns trocados num AdSense ou coisa parecida.

Blogs não podem ser empresas, sob pena de se tornarem escravos das necessidades financeiras do autor. Blog, para mim, é desabafo, expressão artística e política, é a contrariedade ou a concordância, e o direito de se contradizer. Se assim não for é inútil escrever e ler blogs – é o mesmo que se enforcar no senso comum dos grandes meios de comunicação.

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Post relacionado com o tema: Estadão contra os blogs?, de Alexandre Inagaki.

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"No Museu Dos Vencidos estão reunidos todos os papeizinhos com os discursos de agradecimento não lidos pelos perdedores de todos os prêmios."
Michel Melamed