Meu demônio.
Sim, tenho cá meus demônios a exorcizar. Quem não os tiver que procure: nego a vida limpa de carências, suja dum paraíso falacioso. Assumo, pois, desde os desejos vis da ambição aos safados, concupiscentes.
Um desses diabos que ainda quero expulsar do rol de meus anseios tem nome, carne, boca e seios – lindos seios piramidais, de bicos eriçados a qualquer vento que passe. É mulher meu demônio, ora menina, irmã, mãe.
Pasma-me ter tido já seu corpo em minhas mãos, seu canto dos lábios no meio dos meus, seu cabelo em meu cafuné, seu ventre em meus dedos. E tudo isso foi pouco para arrancá-la de mim. Ou pouco ou demais. É a estupefação que trazem as grandes conquistas.
Mas estou vivo, e endiabrado ainda. Um dia virá em que estarei livre de tal impiedade.






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