out 20, 2007
A moça do feriado.
Sentou-se ao meu lado uma puta. O coletivo já vazio, o cobrador ensaiando um sono, a cidade vazia, feriado, quase meia-noite. Sabe-se lá para onde ia a moça, com uma blusa vermelha, quase um sutiã, e uma saia que era uma flanela envolvendo sua cintura. Tinha a cara emburrada, e era bonita, apesar de vulgar. Não era muito diferente de uma mulher comum – apenas tinha em si a assunção do sexo como arma para aquisição de poder, de dinheiro, de vida. Assumir isso é o que a diferenciava de boa parte das mulheres.






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