out 16, 2007
Minha irresponsabilidade.
Questiono-me como será ela irritada, enraivada. Diz-me ser quente e fria, antípoda – se contradiz para confundir. Que será seu olhar quando em furor? Terá ainda o doce sabor do mel? Vem em mim então a suicida vontade de pirraçá-la, e a ver eriçada de fúria. É como se ela estivesse dormindo, e eu tentasse lhe acordar com uma mordida na nuca. Sim: sei da ousadia e dos riscos, mas não nego que assumiria tal responsabilidade.






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