O que nos diz Andriéi Iefímitch
“neste mundo tudo é sem importância e desinteressante, a não ser as manifestações espirituais superiores da razão humana. A inteligência traça uma fronteira nítida entre o animal e o homem, lembra a natureza divina do segundo e, de certa maneira, substitui para ele a imortalidade, que não existe. Partindo-se daí, a razão constitui-se a única fonte possível de prazer. Mas nós não vemos, não sentimos junto a nós a razão: quer dizer que estamos privados do prazer. É verdade, nós temos livros, mas isso não é de modo algum o mesmo que uma conversa viva, que o trato humano. Se me permite fazer uma comparação um tanto infeliz, os livros são as notas de música, e a conversa o canto.”
*Trecho do conto Enfermaria nº 6, de Tchékhov.






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