Uma paixão por ano.
O ideal seria que cada pessoa se apaixonasse uma vez por ano, no mínimo – dizia eu a um amigo. A paixão, essa tempestade que assola as almas humanas, é a inconsciência dos defeitos do outro. Sim, talvez uma doença que nos cega. Diferente do amor, que não é cego. O amor é consciente. Quem ama, ama o outro sabendo dos seus erros e imperfeições.
Apaixonar-se é criar um deus para si, é a perda relativa da consciência. O amor vem duma maturidade, é cultivado aos poucos. Mesmo quem ama tem que se (re)apaixonar, sob pena de ficar preso nos grilhões da realidade.






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