Etil
Por esses dias dediquei-me a prazeres etílicos. Beber com os amigos é uma atividade que me está sendo agradável – serve mesmo para alcançar um estado de inconsciência relativa das coisas cotidianas, algo que dificilmente se consegue. Certamente o vinho está no patamar sublime em que estão o café, a música, a literatura, a filosofia e o sexo.
Todas as sociedades arrumam uma maneira de se drogar, umas com ópio, outras com o álcool, e boa parte delas com religiões, afinal, quem suportará a realidade tal como se apresenta-nos?
Sugiro que procurem a fugacidade ideal para seus cotidianos. Eu, por agora, vou lançar mão da arte.






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