mar 8, 2008
Imã
Passei numa praça onde passou-me uma moça de blusinha branca, simples, com buraquinhos (des)simplificadores de blusinhas brancas. Pescoço magro, pele bege, ar excêntrico que supunha certa poesia em seu modo de vida. Deixou derramar um tanto de perfume quando alinhamos os corpos, que minhas narinas colheram e, egoístas, não devolveram ao mundo. Era o cheiro de prolixidade, de introspecção. “Prometo que vou te conhecer melhor”, disse eu sem saber o porquê de tanto imã.






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