Lembro-me que quando mais jovem projetava a imagem de um escritor recluso em seu gabinete, rindo-se das picuinhas da vida em meio aos seus livros e pensamentos. Talvez um charuto descansasse no cinzeiro, enquanto fora dali a chuva insistisse em chocar-se contra a janela, que mostrava um mundo cinza a desabar. O homem andava, tocava os móveis, as páginas, algumas fotografias. Contemplava o passado, suas obras e conquistas – quantas suas idéias teriam vingado? Que tinha sido? Quantas paixões frustrara? Quantas consumiu?
abr 25, 2008






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