Header

automoléstia

O trabalho e os estudos me sugam tanto, que sequer tenho me dedicado aos prazeres da carne. Nada de vinho, menos ainda de mulheres, pouquíssimo de sono e descanso. O grande problema disso tudo é que estou gostando desse estado de coisas.

Academia

A escola, nesse último ano que me resta, começa a dar prazer. Claro, não suficientemente ao ponto d’eu preferí-la ao meu gabinete, mas a fase quase-prática empolga os estudos das realidades a serem enfrentadas depois da formatura. Livros, monografias, aulas, artigos e teses relacionados ao meu ofício me interessam sobremaneira - e é na escola que encontro-os mais facilmente.

A asa solidão…

Tenho certa vocação para a misantropia. Muitas vezes sou social e politicamente desastrado – quando não o sou, é porque utilizei de algum recurso vil, a falácia e a verborragia, por exemplo.

Comungo da máxima machadiana:

A solidão e o silêncio são asas robustas para os surtos do espírito

Meu gabinete, meu Personal Computer, meus livros e papéis, e, obviamente, minha chávena de café é que me fazem sublime, confortável.

O vaidoso

O vaidoso é um maníaco que compulsivamente vive a catar pedras brutas e cacos para construir um monumento a si mesmo. Ignora a impossibilidade de se criar tal obra com tão rudes e imperfeitas matérias-primas. Sem aceitar a fealdade do ideal de si, senta-se frente aos escombros que edificou, e, descompreendido, regozija-se em contemplação.

de Flore

 

Este mancebo e sua empáfia estão na frontpage da página do famoso café francês de Flore, ambiente que já comportou figuras como Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir em suas mesas:

Jean-Paul Sartres et Simone de Beauvoir se réchauffent au Flore (1939)

Daqui para a morte aparecerei por lá, provar os Filets de Thon Blanc et Tomates à l’Huile d’Olive ($ 88), ou, quiçá, um Caviar Sevruga ($ 245), tudo regado por um bom Pouilly Fumé Ladoucette 1997 ($ 300). De sobremesa, o Gâteau au chocolat Macao ($ 50).

La Carte

Falta apenas uma rapariga para acompanhar-me, e, digamos, uns poucos dólares.         

Ressaca

Após as férias, onde, feito um gato de madame, sempre me acostumo ao sono de oito ou nove horas por dia (às vezes um pouco mais), fico num cansaço insuportável. Os olhos ardem à frente do computador, os pés doem com qualquer calçado que não as formidáveis sandálias de dedo, as costas exasperam-se enquanto não lhes ofereço uma superfície acolchoada. Enfim, demora algumas semanas até o corpo entender a velocidade de 4 horas de sono por dia.  

Carros

InfoCoches.com é um site espanhol que traz uma consistente galeria com fotos de carros de várias épocas. Muito legal. Seleciono dois bem estilosos aqui:

Ford Mustang Fastback - 1965

Ford Mustang Fastback 1965

Cadillac Eldorado 1957

Cadillac Eldorado 1957

Metamorfose do protesto

Ainda tenho a capacidade de me indignar própria dos adolescentes, mas talvez não o furor que lhes é peculiar na maneira de expressar essa mesma indignação. Em virtude duma preguiça acompanhada de sensatez e cansaço, pouco a pouco vai-se mudando as maneiras de protestar - a isso uns chamam de postura adulta, outros, de covardia.

Ressureição (3)

Não vou me ater a explicar o que é cada seção ou recurso deste blog. Deixo à curiosidade e à criatividade do leitor a exploração deste espaço.

Ressureição (2)

Este é um blog melhor acabado do que os outros que já possuí ou possuo. Criado na plataforma Wordpress, após alguma resistência bloggeriana, ainda não se fez entender por completo para mim - de maneira que o leitor não deve se surpreender com qualquer turbulência ou falha na prestação do serviço. Consegui importar todos os posts do outro blog, não obstante ter abandonado por lá os comentários. Para dar um exemplo de minha imperícia por aqui, vejam os arquivos deste blog, que ainda não consegui organizar por categorias. Mas aos poucos arrumamos as coisas…

Ressurreição

Finalmente. Depois de milhares de edições, (re)inauguro o Café do Dom. Certamente já perdi muitos dos leitores que outrora me visitavam, por inércia e desatualização. Mas a vida é assim, quando nos dá o queijo, esconde a faca. Como quer que seja, estão iniciados os trabalhos.

,

"Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido."
Álvaro de Campos