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Crítica às delimitações feminis.

E quais são as mulheres que encontramos por aí? Produzidas em massa, robotizadas, saídas duma forma, dadas à subserviência e ao seduzismo vulgar. Sim, sim, alguém me diz, há exceções (não sou louco de não dizê-lo, sob pena de ser contemplado com a pecha do machismo). Mas as mulheres, dizia, perdem-se numa uniformidade trivial (certamente também os homens, mas não me interessam eles).

É uma visão limitada pelas coincidências e desencontros oriundos duma vida desencontrada e limitada.

Mas onde estão as mulheres que gostam de Liszt? Ou mesmo as que mandam Liszt ao inferno? Mostrem-me as mulheres que não se entendem, ou as que estão cansadas de se entender. E as herméticas, isoladas e psicologicamente virgens, invioladas? Moças que não querem casar-se, ou que já descasaram inúmeras vezes — a si ou a outrem —, onde estão elas?

Um comentário

  1. yeda

    não canse de procurar. afinal, acho que faz parte da natureza dessas mulheres não se mostrarem numa prateleira de vitrine…
    qto a Listz, serve o Von Listz ou só o músico? bem, prefiro o funcionalismo penal.

    R: Sim, Yeda, sim. Certamente essas mulheres não estão expostas por aí. Quanto a procurar, esqueça: acredito que o acaso é o grande timoneiro que guia a Nau coração no mar das paixões…

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"Considero a crueldade e o assassínio em massa coisas más e desejava que todos concordassem com a minha opinião. Isto não evita que outros desejam tanto a crueldade como o assassínio em massa, tal como demonstra o procedimento de todos os que ocupam posições de mando e da maioria da humanidade."
Bertrand Russel