Crítica às delimitações feminis.
E quais são as mulheres que encontramos por aí? Produzidas em massa, robotizadas, saídas duma forma, dadas à subserviência e ao seduzismo vulgar. Sim, sim, alguém me diz, há exceções (não sou louco de não dizê-lo, sob pena de ser contemplado com a pecha do machismo). Mas as mulheres, dizia, perdem-se numa uniformidade trivial (certamente também os homens, mas não me interessam eles).
É uma visão limitada pelas coincidências e desencontros oriundos duma vida desencontrada e limitada.
Mas onde estão as mulheres que gostam de Liszt? Ou mesmo as que mandam Liszt ao inferno? Mostrem-me as mulheres que não se entendem, ou as que estão cansadas de se entender. E as herméticas, isoladas e psicologicamente virgens, invioladas? Moças que não querem casar-se, ou que já descasaram inúmeras vezes — a si ou a outrem —, onde estão elas?






Um comentário
yeda
não canse de procurar. afinal, acho que faz parte da natureza dessas mulheres não se mostrarem numa prateleira de vitrine…
qto a Listz, serve o Von Listz ou só o músico? bem, prefiro o funcionalismo penal.
R: Sim, Yeda, sim. Certamente essas mulheres não estão expostas por aí. Quanto a procurar, esqueça: acredito que o acaso é o grande timoneiro que guia a Nau coração no mar das paixões…
ago 24th, 2008
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