Os playboys e os intelectuais.
Já me dispus a integrar o grupo dos playboys. Sim, afinal, eles são o tipo que as mulheres gostam – estúpidos, geneticamente perfeitos para defender a prole e dotados dum senso de humor sórdido, propõe-lhes diversõezinhas que se afastam do enfado (as mulheres odeiam o enfado). Não tive sucesso, pelo que se percebe. Odeio academias de musculação, e, definitivamente, sou um sujeito enfadonho.
Eis que fui recrutado pelo grupo dos intelectuais, que, na verdade, não é um grupo. Ser intelectual exige certo preparo para a solidão e para o tédio – daí a exclusão do sentido coletivo para a intelectualidade. Quando vemos dois ou mais intelectuais juntos, estão tomando café, bebida que não se brinda, e discordando entre si em torno de alguma questão tida como superior. Ao contrário dos playboys, que sempre concordam quanto às mulheres gostosas existentes numa festa animada por Ivete Sangalo.






Um comentário
Ana
Estaríamos à frente do nosso tempo ? ;~
Pelo menos, eu tenho sofrido um pouco de solidão por ser anti-social e um pouco, bem pouco intelectual. Sei que enjoei de futilidades e a partir disso parei de socializar com seres acéfalos e hipócritas que estão a minha volta.
Ainda falta muito pra me tornar uma intelectual – talvez isso nunca aconteça – mas, também não sou mais a patricinha que já – por anos e anos – tentei ser.
Nem sei porque estou falando de mim mas, esse seu texto parece um retrato meu no gênero masculino.
Vou passar a visitar sempre este blog.
out 18th, 2008
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