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Os cúmplices do amor

Cumplice

Não fossem os cúmplices, o que seria dos apaixonados? A empregada doméstica que se dispõe sair com a jovem senhorita, acoitando o encontro com o vizinho. A tia, que é obrigada pela sobrinha a convidá-la a passar dias em sua casa, para que a jovem encontre seu enamorado. O amigo, que marca um jogo de futebol com toda a turma, em função do adultério de seu companheiro.

Quem não foi ou nunca teve desses cúmplices nunca amou. Trata-se de um papel dramático, novelesco até. Vai de encontro com toda encenação que exercemos em sociedade, descaracteriza o moralismo hipócrita necessário à manutenção do status quo. Ser cúmplice do amor é ser um tanto imoral, deliciosamente imoral.

2 Comentários

  1. França

    Acho que quem já teve uma paixão, principalmente, escondida já precisou de um. Sobre a encenação nossa na sociedade, concordo, mas como você bem falou é necessário… principalmente nestes casos.

  2. Assino embaixo todo o post =)

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"Talvez não seja mais do que o meu sonho...
Esse sorriso será para outro, ou a propósito de outro
Loura débil...
Álvaro de Campos