Nota de um professor num diário de escola
Senhores pais: ensinem seus infantes a suportarem injustiças. Todos precisam ter, vá lá, quinze ou vinte por cento de escravo no espírito.
Senhores pais: ensinem seus infantes a suportarem injustiças. Todos precisam ter, vá lá, quinze ou vinte por cento de escravo no espírito.
Sim, caros: tenho me ausentado disto aqui. Me surpreende que os sete leitores que me restam não tenham abdicado de, diariamente, passar o indicador nos cantos empoeirados deste imóvel e sujar-se com o pó ralo que ainda resta por aqui. Que tem me acontecido?
Naturalmente, o ofício me consome, afinal, ao jovem de tipo – ou de cabresto, dizem uns – não é dado o direito de charlar. Ao mesmo tempo, leio pouco, e escrever é proporcional à leitura, pelo menos a escrita vulgar como a que aqui estamos acostumados. Enfim, alieno-me, e isso não é ser infeliz ou coisa que o valha, já que a alienação é pressuposto da plenitude.
Uma boa é que estou empolgado com uma pequena. Não é dessas de shopping ou de balada, como dizem, mas tem o espírito, ahn, digamos, livre. É ruiva e/ou morena, com variações louras. Loura louca, diria – louca adorável. Caso o matrimônio ocorra, aviso a vocês sete.
PS: Lembrem-se do que disse o tio Jabor: “A demanda de desempenho traz a angústia da produtividade”. Ou melhor, lembrem de me lembrar.
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