Header

À louca

Sim, caros: tenho me ausentado disto aqui. Me surpreende que os sete leitores que me restam não tenham abdicado de, diariamente, passar o indicador nos cantos empoeirados deste imóvel e sujar-se com o pó ralo que ainda resta por aqui. Que tem me acontecido?

Naturalmente, o ofício me consome, afinal, ao jovem de tipo – ou de cabresto, dizem uns – não é dado o direito de charlar. Ao mesmo tempo, leio pouco, e escrever é proporcional à leitura, pelo menos a escrita vulgar como a que aqui estamos acostumados. Enfim, alieno-me, e isso não é ser infeliz ou coisa que o valha, já que a alienação é pressuposto da plenitude.

Uma boa é que estou empolgado com uma pequena. Não é dessas de shopping ou de balada, como dizem, mas tem o espírito, ahn, digamos, livre. É ruiva e/ou morena, com variações louras. Loura louca, diria – louca adorável. Caso o matrimônio ocorra, aviso a vocês sete.

PS: Lembrem-se do que disse o tio Jabor: “A demanda de desempenho traz a angústia da produtividade”. Ou melhor, lembrem de me lembrar.

Um comentário

  1. ah como vc está dramático.. estou entre os sete?!

Comentar “À louca”

"No Museu Dos Vencidos estão reunidos todos os papeizinhos com os discursos de agradecimento não lidos pelos perdedores de todos os prêmios."
Michel Melamed