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Castanhas em lugar das nozes.

A Páscoa é a festa do renascimento, não? Sim, creio que sim. Em não sendo hoje o renascimento, não há que se falar em retomada da literatura que se faz (?) aqui. Antes, estamos no Natal, e talvez fosse melhor começar o que nunca se iniciou, nesta aurora sem dia.

Em termos de Natal, o Peru vai bem, naturalmente se acompanhado de algum Chardonnay. (Cuidem-se contra perus gigantes, desses de cento e trinta a cento e cinquenta contos, dizem que tal robustez é hormonal, daí os cânceres que nos acometem nestes tempos).

Mas enalteço a ceia, e o confraternizar com as tias velhas. Como vêem, estou mais popularesco ultimamente, o ano corrente foi um impropério às minhas pretensões intelecto-culturais, ao tempo em que aprendi e usufruí da promiscuidade burguesa. Enfim, me tornei um sujeito mais boa-pinta.

Oh… um Natal Feliz a todos.

Post Scriptum: prefiram castanha de caju assadas em lugar das nozes – que têm gosto de barata assada.

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"Considero a crueldade e o assassínio em massa coisas más e desejava que todos concordassem com a minha opinião. Isto não evita que outros desejam tanto a crueldade como o assassínio em massa, tal como demonstra o procedimento de todos os que ocupam posições de mando e da maioria da humanidade."
Bertrand Russel