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O Janota

Hoje, nosso herói é o janota. O janotismo é uma arte caprichosa, própria dos sujeitos, digamos… Originais. Em verdade, todos temos um pouco de janotismo, quando nada nos momentos solitários em frente ao espelho, onde arriscamos os penteados esdrúxulos que, por nós, até aceitaríamos usar, mas que não aprovamos em virtude do pensar alheio.

O janota estréia, ousa, extravaga. Oh, e não o digam que está cafona ou brega, pois ele o condenará de pronto à pecha de mal-cuidado e, certamente, de invejoso – e quase está certo.

E percebam que o ser janota, almofadinha ou dude, não se resume à moda do vestir, pois janotas existem de todas as modalidades. Pensem no político janota, como um grande prefeito vanguardista que decretou o verde como cor oficial das residências e estabelecimentos da cidade que governava.

O janota no comer não come de qualquer modo. Cria engenharias de assalto ao prato, inclusive recusando-se caprichosamente a pôr na boca alimentos que dias antes tinha como boas iguarias. Este é o espírito do janota: enjoado, inventor e incompreensivelmente vanguardista.

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"Insanidade é fazer a mesma coisa uma e outra vez e esperar resultados diferentes."
Einstein