
Choro com uma facilidade ímpar, como uma mulherzinha, admito. Qualquer manifestação de admiração ao belo, ou mesmo declarações viscerais* fazem-me ir às lágrimas. Copiosamente até, como no caso da leitura de Gabriel García Marquez, em Cem anos de solidão. Ou em Menina de Ouro, de Clint Eastwood. A última grande-emoção-que-me-fez-chorar foi em quando a jornalista desabafou: a seleção brasileira retomou o futebol arte!
“Mulherzinha”, dirão por si só meus leitores, sem meu incentivo, mas vejam a massa se importando com a arte em lugar do resultado e entenderão. E olhem que não faço praça de bonzinho – não cedo centavos a pedintes, por exemplo, salvo aqueles que executam malabarismos em semáforos.
No fim, ser chorador até ajuda o homem com as mulheres, o homem cafajeste, naturalmente, o que não penso ser meu caso.
*Adjetivo muito empregado por críticos literários e magarefes.






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