Atividade Intelectual

Vivi algum tempo de desfalecimento intelectual, alguns meses em que as leituras e artes escassearam em meu cotidiano. Estar novamente envolvido por livros, ideias e amarguras comuns aos clarões do pensamento é, de fato, prazeroso.
Em termos de leitura, volto por esses dias aos poetas da terra nordestina. Uns já íntimos, outros, vá lá, conhecidos de vista. Por ter tratado disso, lembro-me inevitavelmente de José Lins do Rêgo em Banguê, obra primeira em minha carreira enquanto leitor, marcantemente excitante.
Também vou a ler coisas do ofício, e não deixo de lado alguma história e temas interessantes (alguém indicaria textos ou obras sobre prostituição?).
No mais, preciso dedicar-me mais à fotografia, ao design gráfico e à música. Vamos à frente!
Os Tipos…

Não recordo de ter comentado por cá sobre isso de ‘tipo de mulher’, algo complexo mas tido sempre como característica de todo homem, que em qualquer entrevistazinha deve dizer qual é o seu ‘tipo’.
Parece-me pacífico que isso existe pouco, mesmo para aqueles que crêem em tal padronização. Por mim, digo que o recato e alguma timidez fazem-me bem, mas a lascívia e a sensualidade não vão mal.
As brancas magrelas chamam a atenção, a negra farta não é menos notável, a loira encorpada tem seus predicados. Enfim, tenho um amigo que se dedica em seguir a filosofia de uma rapariga por dia – algo que, em tese, até concordo, não conhecesse as pressões sociais e sentimentais que acometem os corações…
Primeiro: tenho sinceros ímpetos de compaixão ao ver a solidão se manifestar…

Segundo: quantos padre-nossos deve-se rezar quando vemos coisas como abaixo?

Não menos que Eva Mendes.
A Ditadura dos que têm fome

Chegam a me tachar de “ditadorzinho”, “impositor” ou pechas similares. Mas digam-me aonde está a beleza da vontade do povo, quando o povo em questão decide com a barriga…
Por cá, não sou a favor de golpes, mas é preciso ver aonde se está indo com a gandaia assistencialista, tendo a mesma política de sempre imperando – este, sim, um verbo antidemocrático.
É preciso ver, porque, sabem… Já temos um eleitor experiente, tarimbado, com uns vinte anos de democracia: que mais parece a ditadura dos que têm fome.
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