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nausées

Há vezes em que o homem parece estar em seu limite. Não digo do homem que corre a maratona, e exausto desmaia por ausência de oxigênio ou outro insumo. Refiro-me à exaustão da alma. O homem findo, acabado, deixa de criar, não imagina, despreza e esnoba até a criação alheia, pois à exaustão que me refiro é própria a náusea de tudo e todos.

Talvez o leitor ingenuozinho não me entenda, por isso cito Sartre em sua Náusea:

“Quanto a mim, vivo sozinho, inteiramente só. Nunca falo com ninguém; não recebo nada, não dou nada. Faz já muito tempo que ninguém se preocupa com o que faço. Quando se vive sozinho, já nem mesmo se sabe o que é narrar: a verossimilhança desaparece junto com os amigos. Raramente um homem sozinho sente vontade de rir. Incomoda-me estar só.”

Eis a exaustão, patetas.

Um comentário

  1. A exaustão nos é necessária para conhecermos nossos limites. O que nos incomoda é inverso ao que somos e gostamos. Às vezes, faz-se necessária tal náusea para nos descobrirmos e evoluirmos.

    A perfeição é algo momentâneo que só existe devido a entropia deliberada das coisas.

    Ótimo texto, Dom!
    Grande abraço!

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"Insanidade é fazer a mesma coisa uma e outra vez e esperar resultados diferentes."
Einstein