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Regressão via Dostoiévski

Adolescente tive cargas de melancolia e angústia próprias dum adulto. Adulto, sou estabanado e instintivo tal um adolescente. Ou sou um pervertido em termos cronológicos ou me apresentaram perveritida a ideia de cronologia. De todo modo, quando vou bem, leio algum Dostoiévski para voltar à adolescência.

um beijo, peraltas.

Um gato. A olhar uma mulher.

Post Scriptum: Não sou muito afeito a gatos.

uma (vulgar) divagação a mais sobre o amor

O perigo, de fato, está no amor. Não há outro abismo sequer próximo de sua perfídia.

É delicioso, o danado, e em ser delicioso está sua grande ameaça.

oh… não me venham dizer que sujeitos que possuem pêlos na orelha não são ranzinzas.

Diz-me mamãe que em antigamente se enaltecia os gordinhos. “Fat”, em inglês.

Os esguios – coitados – eram tidos por desnutridos, ausentes dalguma essência digna. Até se chegava a cogitar que possuíra uma mãe de leite fraco.

Curioso.

Hoje, a não ser que se tenha como profissão a política, ser magro é mais respeitável. Mas a gordura ainda persiste nos melhores pratos.

uh, atualiza o blogue, menino.

as codornas aí de baixo foram indigestas à imaginação.

Estou a apreciar muito as codornas assadas. Se vierem desossadas então, uhn, derreto-me. E dizem que se reproduzem mui facilmente as danadas.

Os ovos? Em conserva com algum coentro, vá lá…

das mulheres, as de esquerda são mui atraentes, não?

“O problema está em não haver um critério objectivo que nos permita distinguir as coisas ‘más’ das coisas ‘boas’. Estas duas palavras servem para mostrar o que pensamos das coisas e como desejamos vê-las consideradas. Considero a crueldade e o assassínio em massa coisas más e desejava que todos concordassem com a minha opinião. Isto não evita que outros desejam tanto a crueldade como o assassínio em massa, tal como demonstra o procedimento de todos os que ocupam posições de mando e da maioria da humanidade.” – Bertrand Russell

cuisine et le sexe

A culinária transcende o encher-se de comida. Um bom prato é um bom ritual, tem sabor, cheiro, textura, cor, arrumação. E há, naturalmente, o elemento individual: há quem goste ou não de salmão. Há quem goste ou não de beterraba.

E não é que “comer” tem algo da  filosofia presente no sexo?

das mais belas partes do corpo de uma mulher (4): o falso pudor

Chupar é uma palavra feia, considero. Porém, é um ato exclusivo ao homem, e, por isso, superior. Ora… pensar é exclusivamente humano, e por tanto, é nobre.

Há quem não se aproveite muito de qualquer dessas faculdades eminentemente humanas, há quem veja mais prazer em uma ou n’outra.

Claro… “Chupar” aqui não se refere a frutas ou doces, nem “pensar” se refere a Paulo Coelho, bobos.

é… morena.

Fugir, entre as possibilidades da ação humana, é aquela mais comum e razoável. A existência estaria reduzida a pouco, caso prevalecesse sempre o enfrentamento das coisas. Viver é burocratizar…

dos defeitos, a procrastinação é entre os mais lamentáveis.

das mais belas partes do corpo de uma mulher (3): o senhorialismo

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"Insanidade é fazer a mesma coisa uma e outra vez e esperar resultados diferentes."
Einstein