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“Se há entre os meus leitores jovens que aspiram tornar-se líderes do pensamento da sua geração, espero que evitem certos erros em que caí quando era novo por falta de bons conselhos. Quando desejava formar uma opinião sobre um certo assunto, costumava estudá-lo, avaliar os argumentos a favor dos diversos pontos de vista e tentar chegar a uma conclusão ponderada. Descobri depois que esta não é a maneira de fazer as coisas. Um homem de gênio sabe tudo sem precisar estudar; as suas opiniões são pontificais e o seu caráter persuasivo não depende de argumentos, mas do estilo literário. É necessário ser parcial, pois isso facilita a veemência que é considerada uma prova de força. É essencial apelar a preconceitos e paixões de que os homens se começaram a sentir envergonhados, bem como fazer isso em nome de uma nova ética inefável. É bom rebaixar as mentes lentas e tacanhas que exigem dados para chegar a conclusões. Acima de tudo, deve-se apresentar aquilo que é mais antigo como se fosse a coisa mais inovadora.”

Bertrand Russell

Oh, tola paixão

A paixão é filha da ignorância, sabemos. O tolo apaixonado é seduzido por dois caminhos, ou vê o que não é, ou nada vê. Ou é vítima do comportamento omisso, fechado, ou do comportamento aberto, mas falseado. Por isso as pequenas gostam de rapazes mui engraçados, ou misteriosos: são as duas faces possíveis ao homem comum, que não quer mostrar-se em suas vísceras.

O Inimigo

Sinto-me intrigado quando vejo alguém a dizer que esta ou aquela gente é sua “inimiga”. Eu, por mim, não tenho inimigos – não por qualquer ânimo cristão ou por benevolência pia. Conheço, de fato, alguns sujeitos odiosos, daqueles a quem nem sequer empenho-me em dirigir o olhar, porém, mesmo estes pulhas, não chegam a ser “inimigos”.

Sempre receio que há algo útil em alguém, ou pelo menos aquilo que pode lhe converter como um “útil”. Afinal, que é um inimigo, senão alguém de quem não podemos tirar proveito?

Arde, quietude.

Algum dia de insurreição e intolerância vai bem, daquelas fechadas ao gabinete, com azias intelectuais ministradas em doses sensíveis à quietude.

Tudo bem. FHC foi um chato necessário. Lula foi um falastrão mimado.

Fernando Henrique Cardoso ressuscitou. Ou quer ressuscitar, como estivesse inconformado com a inabilidade dos seus tucanos. Delira, provocando Lula, de quem perde feio hoje – não obstante sua importância histórica.

FHC foi um chato necessário.

É curioso perceber que as coisas existem. Não senti-las, com os olhos, a pele, o ouvido… Tê-las na alma.

As coisas, negações do que somos, ausências que nunca tivemos, são, acidentalmente, intrusas bem-vindas a nos livrar de nós mesmos.

Emil Cioran

“Eu sou apenas um acidente. Por que levar isso tão a sério?”

oh, confusa

Beijo

Passava os dedos entre os fios do cabelo dela quando no beijo – tendo pousado naquela nuca quente a palma da mão. Ora ela deixava os lábios indolentes, frouxos, à deriva e ao comando da outra língua. Ora quase enfurecia de tesão, e mordia os lábios que a pouco eram determinantes.

lamento. transar. trepar. foder. amar. não é tudo a mesma coisa.

 

ah. tua boca, mulher.

O sujeito deve às vezes recolher-se, ou, vá lá, quase sempre. Estar consigo é um ato indecoroso, sabemos, nos dias que correm, mas sempre útil ao homem de envergadura.

Naturalmente, há instantes em que a necessidade impõe alguma angústia. Estar mal aqui e ali importa para a sensação de estar vivo.

100% Negro.

- uh, papa, dá-me um continho!?

- ora, os pequerruchos… tão mínimos e já têm o metal à vista, não…?

- sim, dândi. sim.

Alguma sanidade às vezes deve p(a)utar a zorra deste blogue, pois. Às vezes. Se bem que são os mentecaptos os bons prosadores, aptos a fustigar a mente nossa senhora. Ou sim.

Calma lá. Nós, mulheres, variamos mesmo, e todos os homens são iguais a menos bê mais ou menos raiz de bê ao quadrado menos quatro a cê sobre dois á.

Uh

Fode, amor!

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"Insanidade é fazer a mesma coisa uma e outra vez e esperar resultados diferentes."
Einstein