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Ensinar-te a arte, além da ciência.

Ali está a obrigação a me olhar. O dever. “Faça-me”, diz ela com cara de puta. “Não faço”, desdenho. Eis-me humano.

Vive-se e aprende-se que a infantilidade pode conviver com a perversidade sedenta por poder. Em um só sujeito.

Mas ainda assisto ao Chaves e aos jogos do Flamengo vez ou outra.

Há cerca de doze anos não assisto televisão, o que siginifica dizer que dificilmente encontrar-me-ão descuidado ao sofá, conduzido pelas programações sucessivamente impostas. Não que isto seja algo intelectualmente notável, como parece a alguns. É que a internet tornou cômodo consumir tolices ao tempo e na intensidade que se deseja.

Mas ainda assisto ao Chaves e aos jogos do Flamengo vez ou outra.

Ainda não encontrei ambiente mais confortável, severo e fértil que a madrugada. Fria, escura, silenciosa – situação de poucos humanos. Para um indivíduo pouco social, nada mais conveniente.

Palavra do dia: insistência.

Beijaria a testa de todos os meus desafetos. Com prazer.

Ouço Rimsky-Korsakov e lembro-me de como iniciei na apreciação de música erudita – por influência de um professor. Por puro acaso, Korsakov foi o primeiro compositor que me dediquei a ouvir, um russo, contemporâneo de Dostoiévski. Àquela época (minha, não a dos russos), em que ainda se comprava CD’s, foi o único que encontrei na loja. De lá para aqui, não abdiquei da música erudita, sua complexidade e perturbação, o contrário da monotonia anunciada pelos estreitos.

Se sou 99,9%, falta-me apenas 0,01% para ser teu 100%. Não presto por uma vírgula e uma desordem.

Procuras um príncipe. Tens um panaca de olheiras.

Conveniência.

Será capaz de gritar que o ama à plateia de uma sinfonia? Ou não mais que sussurros compõe seu, digamos, amor!?

A apatia não é o desprezo. Este se rebela contra certa previsão de comportamento. Aquela, pratica o comportamento, por falta de coragem de rebelar-se contra ele – o comportamento.

Cá isto é uma autobiografia fragmentada? Não. Certamente é um fragmento de uma autobiografia.

Há que se praticar algum retrocesso para alcançar o sucesso.

No leilão do arrependimento, o lance primeiro era a aliança. Conseguira o arremate quem pôs o orgulho como moeda. Que leve o prêmio.

Mordeu um pedaço de paralelepípedo e aliviou a ira do amor-tempo perdido.

Desdém, autoproteção e risco em uma só frase: “não quero mais que me ame”.

Existem amores que terminam com um sopro, desabam, por assim dizer. Outros têm as engrenagens desgastadas, até que não girem mais a máquina. Há ainda aqueles que fingem que acabaram, escondidos sob um ou outro impasse, que pode até não se revelar, mas se se revelam levam o amor finalmente à morte, ou ressucitam o moribundo para a eternidade.

Deixe eu falar, filho da puta.

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"Insanidade é fazer a mesma coisa uma e outra vez e esperar resultados diferentes."
Einstein