Ê! 7 anos de blogue.
Diz-me mamãe que em antigamente se enaltecia os gordinhos. “Fat”, em inglês.
Os esguios – coitados – eram tidos por desnutridos, ausentes dalguma essência digna. Até se chegava a cogitar que possuíra uma mãe de leite fraco.
Curioso.

Hoje, a não ser que se tenha como profissão a política, ser magro é mais respeitável. Mas a gordura ainda persiste nos melhores pratos.
Agreste. Origem. Mulheres.

Por aqui, no agreste, já vem fazendo um calor dos demônios – algo incômodo e rechaçado por intelectuais adoradores do que é europeu. Ao escuro do meu estúdio, iluminado pelo notebuque e pelo ranger dum velho ventilador, sou obrigado a suar proporcionalmente aos goles de café.
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Fui à roça nestes dias. Visitar as origens, diga-se de passagem. Fiquei a saber que um tio obrigava meu pai a ficar na retaguarda dum burro, enquanto atiçava o muar a coicear meu genitor. Ou mesmo fazia o pobre garoto, à época, montar no bichinho até que lançasse papai ao chão. Certamente, uma origem real de minha ingenuidade – se é que não puxei a titio.
Mas, vá lá, a buchada, o sarapatel e o bode assado foram as partes mais importante da jornada.
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Disse-me uma conhecida que neste blogue “o universo feminino é uma constante fonte de inspiração, excelentes abordagens”. Diria que a moça não está de todo errada, e talvez isso ocorra mais por incompreensão do que por entendimento. Não obstante minha natural inclinação a admirá-las, dir-se-ia que as não degluti nas tentativas de devorá-las.
Isso mesmo: improvisei a máxima “decifra-me ou devoro-te”, acreditando que decifrar vem depois de devorar. Uhn… Não façam isto em casa!
- Mãe… Por que o trabalho intelectual tem sua fome específica? Dá cá uma roedeira, um tremilique miserável.
- Uhn, e eu sei? Só sei que estás com uma cara sincera de esquiúpe!
Chove na Bahia
Chove na Bahia, e chover, para mim, é grande oportunidade para a reclusão: gabinete, café e leitura. Vinho, talvez. Nostalgia sempre.
E ouvir Tchaikovsky quando chove é divino.
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