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Vi que certa Carolina – não a de Luiz Gonzaga, naturalmente – teve expostas fotos que guardara em seu computador. Fotos de nú, digo. Trata-se de um fenômeno recorrente entre as meninas um tanto famosas esta exposição involuntária de suas intimidades. Pelo menos ultimamente.

Se a exposição destas imagens é nova (eis a internet e o discurso tecnológico), a afirmação de que as mulheres possuem certa afeição física por si mesmas não é novidade. Elas, dizemos nós, exibem-se nuas a si próprias e, curiosidade, guardam este retrato. Autosedução. Metasensualidade.

Pena é que sempre se nos mostram, desde pequeninos, brigas épicas, batalhas infames, disputas suntuosas para que o sujeito possa, ahn, “vencer na vida”. Não. As guerras da vida são mais cotidianas, nos bastidores, orientadas por pequenos sinais, intrigas e boatos. Grandes posicionamentos são para épocas de exceção. No dia-a-dia, certos passinhos à frente ou à retaguarda são mais eficientes.

Questão 1: Encontre a redundância presente no slogan abaixo:

“Sexo, drogas e Michel Teló.”

Viva cada dia como se fosse seu último dia – caso queira pagar os juros por ter gastado tudo o que possuía.

Ê! 7 anos de blogue.

Diz-me mamãe que em antigamente se enaltecia os gordinhos. “Fat”, em inglês.

Os esguios – coitados – eram tidos por desnutridos, ausentes dalguma essência digna. Até se chegava a cogitar que possuíra uma mãe de leite fraco.

Curioso.

Hoje, a não ser que se tenha como profissão a política, ser magro é mais respeitável. Mas a gordura ainda persiste nos melhores pratos.

Agreste. Origem. Mulheres.

Por aqui, no agreste, já vem fazendo um calor dos demônios – algo incômodo e rechaçado por intelectuais adoradores do que é europeu. Ao escuro do meu estúdio, iluminado pelo notebuque e pelo ranger dum velho ventilador, sou obrigado a suar proporcionalmente aos goles de café.

Fui à roça nestes dias. Visitar as origens, diga-se de passagem. Fiquei a saber que um tio obrigava meu pai a ficar na retaguarda dum burro, enquanto atiçava o muar a coicear meu genitor. Ou mesmo fazia o pobre garoto, à época, montar no bichinho até que lançasse papai ao chão. Certamente, uma origem real de minha ingenuidade – se é que não puxei a titio.

Mas, vá lá, a buchada, o sarapatel e o bode assado foram as partes mais importante da jornada.

Disse-me uma conhecida que neste blogue “o universo feminino é uma constante fonte de inspiração, excelentes abordagens”. Diria que a moça não está de todo errada, e talvez isso ocorra mais por incompreensão do que por entendimento. Não obstante minha natural inclinação a admirá-las, dir-se-ia que as não degluti nas tentativas de devorá-las.

Isso mesmo: improvisei a máxima “decifra-me ou devoro-te”, acreditando que decifrar vem depois de devorar. Uhn… Não façam isto em casa!

- Mãe… Por que o trabalho intelectual tem sua fome específica? Dá cá uma roedeira, um tremilique miserável.

- Uhn, e eu sei? Só sei que estás com uma cara sincera de esquiúpe!

Chove na Bahia

Chove na Bahia, e chover, para mim, é grande oportunidade para a reclusão: gabinete, café e leitura. Vinho, talvez. Nostalgia sempre.

E ouvir Tchaikovsky quando chove é divino.

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"Insanidade é fazer a mesma coisa uma e outra vez e esperar resultados diferentes."
Einstein