Não estivesse suando, vinha por aqui um tanto mais, importuná-los. Apreveitem, pois.
Menstruação.

Já me perguntam se o blog virou menstrual. Talvez. As coisas aqui surgem apenas mensalmente, após cólicas e mal-estar, e, confesso, as produções não são lá aproveitáveis (obstam até o tesão de muitos). Mas, deixem-me cá com minha desídia, os senhores não perdem por esperar.
(há nesse final uma risada do Esqueleto, do He-man).
À louca
Sim, caros: tenho me ausentado disto aqui. Me surpreende que os sete leitores que me restam não tenham abdicado de, diariamente, passar o indicador nos cantos empoeirados deste imóvel e sujar-se com o pó ralo que ainda resta por aqui. Que tem me acontecido?
Naturalmente, o ofício me consome, afinal, ao jovem de tipo – ou de cabresto, dizem uns – não é dado o direito de charlar. Ao mesmo tempo, leio pouco, e escrever é proporcional à leitura, pelo menos a escrita vulgar como a que aqui estamos acostumados. Enfim, alieno-me, e isso não é ser infeliz ou coisa que o valha, já que a alienação é pressuposto da plenitude.
Uma boa é que estou empolgado com uma pequena. Não é dessas de shopping ou de balada, como dizem, mas tem o espírito, ahn, digamos, livre. É ruiva e/ou morena, com variações louras. Loura louca, diria – louca adorável. Caso o matrimônio ocorra, aviso a vocês sete.
PS: Lembrem-se do que disse o tio Jabor: “A demanda de desempenho traz a angústia da produtividade”. Ou melhor, lembrem de me lembrar.
Melhor que o Faustão
Quando trabalhava no bar de meu avô, por lá esporadicamente passava um homem feito, barbudo e barrigudo, sempre com algum suor na cara. Dizia que demorara de passar ali por causa dos seus afazeres, o trabalho, dizia ele, estava-lhe sugando. Meu avô sempre lamentava muito sua ausência quando lá ele chegava, e dizia que falara dele a semana toda, o que, naturalmente, eu confirmava (não sou besta nem nada). Mas aqui não importa os falsos lamentos do velho Epifânio — antes interessado no cliente que no amigo — mas a constante justificativa do homem suado. Tal qual ele, tenho priorizado o ofício, e não é demais dizer que até mesmo minhas feições já estão com marcas de trabalho.

O pior é que isso me vai agradando. Sou um Workaholic, por assim dizer.
Não deixar de exercer minha individualidade, como costumo falar, tem se tornado difícil. Mesmo porque, passamos a nos perguntar o quanto do ofício passa a ser nossa individualidade, e vice-versa.
Pensando nisso, chego à conclusão de que este blog ainda é parte dela — ou sua expressão. Se não for parte dela, quando nada é um ponto de encontro com o que um dia fui, ou com o que um dia tive tempo de ser. Enfim, filosofias à parte, o fato é que resolvi firmar um compromisso com o leitor e comigo próprio (com a vantagem de que lutar contra si é ter a certeza de ganhar). Aos domingos, ou pelo menos aos domingos, este blog será atualizado. Trata-se de uma obrigação trivial, mas quase uma irresponsabilidade, dada minha atual condição profissional. Mas está feito: prometo ser melhor que o Faustão.
*O Café está tecnicamente em transição. Caso algum acidente aconteça, relevem.
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