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Assisti The Tree of Life. Ou é muito sofisticado ou muito metido a besta.

Cansei.

O Cavalo de Guerra de Spielberg é deveras certinho. Filme de meio, não mais que isto.

A apreciação minuciosa do mundo não o torna melhor. Ser um eficiente observador não é ser um eficiente operário da vida. A vida, e todas as suas implicações, continua a ter buracos, depressões, ranhuras e erosões independentemente da contemplação dos mais perspicazes olhos. Mija, de Poetry, do alto da sua senilidade, demonstra esta (não) relação entre a potência do olhar versus a consistência da existência.

Mãos de tesoura

Edward Scissorhands é uma paródia da pusilânimidade. Um sujeito que que vive confortavelmente isolado em virtude de certa anomalia: mãos de tesoura. Poderia usá-las como armas, diriam uns, mas é justamente esta força que o torna recluso, afastado, tímido. Provocar ferimentos apenas por acaso, descuido. Em todo o filme, não há sequer um momento em que Edward usa suas mãos como arma. Um pusilânime.

Dexter

Assistir Dexter tem sido uma boa experiência moral e psicológica: um sujeito ensinado a não sentir através da didática de  um grande sentimento. A álgebra que se expõe ali mostra que as emoções são inversamente proporcionais: quanto maior a paixão, maior o desprezo que se lhe sucede. Quanto maior o abalo íntimo, mais intimamente blindado esstará o sujeito. Trata-se de questão complexa, de fato, mas não é demais perceber que cada um exerce seu lado Dexter ao tempo em que vai sofrendo tragédias íntimas. Uns mais, outros menos.

Michel Melamed

Michel Melamed

O poeta Michel Melamed é entrevistado por Marieta Cazarré (UnBTV):

“Endenter o experimental como a busca de originalidade, a busca por uma linguagem própria, por um estilo. A liberdade, enfim. Olhando a História da Arteem retrospectiva, acho que os principais momentos, ou o que se entende como História da Arte, é feito no que se entende em algum momento como experimentação”

Ele fala sobre arte, cidadania etc…

“Em linhas gerais, eu acredito muito, sim, nessa não-linearidade, não porque a linearidade seja ruim, mas talvez haja um predomínio dessa linguagem na maioria das mídias, seja televisão, teatro… A gente sempre, ou na maioria das vezes, tem se deparado com ela (a linearidade). E ela pode ser muitas vezes — eu ia falar a palavra perigosa, porque eu estou com televisão na cabeça. No caso da tevê, por exemplo,ela pode ser duvidosa, porque a linearidade muitas vezes trabalha com persuasão. Então exemplos claros na televisão são uma novela ou um noticiário que está dando um texto e aí passa uma música que sublinha esse texto, com um tipo de enquadramento… Quer dizer,tudo te leva a uma única compreensão”.

Quem clicar na imagem assiste toda a entrevista.

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"Insanidade é fazer a mesma coisa uma e outra vez e esperar resultados diferentes."
Einstein