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	<title>Café do Dom &#187; Todos os Posts</title>
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		<title>Nota de Esclarecimento</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 14:28:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;O mundo é para quem nasce para o conquistar E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.&#8221; Sim, como já disse inúmeras vezes aqui, tenho projetos para o Café do Dom – on e offline. Acontece que estou num momento de prioridades profissionais, onde me resta pouco ou nenhum tempo para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revista.agulha.nom.br/facam08.html" target="_blank">&#8220;O mundo é para quem nasce para o conquistar<br />
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.&#8221;</a></p>
<p>Sim, como já disse inúmeras vezes aqui, tenho projetos para o Café do Dom – on e offline. Acontece que estou num momento de prioridades profissionais, onde me resta pouco ou nenhum tempo para coisas, digamos, secundárias. Ou terciárias, se o ponto de vista for o do leitor.</p>
<p>Nunca acreditei no argumento do tempo. Ou seja, nenhum indivíduo deixa de fazer algo que realmente quer por causa da falta de tempo. Antes, como assumo aqui, a questão é de prioridade.</p>
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		<title>#cparty (3)</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 21:45:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O mundo em rede é fantástico. A colaboração, a horizontalidade, a democratização das informações e conteúdos. Fantástico. Não digo que há igualdade entre as classes no uso desses recursos, louvo antes os benefícios deles, as potencialidades, ignorando, desta vez nossa disparidade social. A Campus Party, com seus debates simultâneos num ambiente comum, onde os &#8220;palestrantes&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo em rede é fantástico. A colaboração, a horizontalidade, a democratização das informações e conteúdos. Fantástico. Não digo que há igualdade entre as classes no uso desses recursos, louvo antes os benefícios deles, as potencialidades, ignorando, desta vez nossa disparidade social.</p>
<p>A Campus Party, com seus debates simultâneos num ambiente comum, onde os &#8220;palestrantes&#8221; estão alcançáveis e no mesmo nível espacial que os espectadores, é uma ofensa aos conceitos tradicionais de compartilhamento de idéias, à empáfia de qualquer monopólio de conhecimento.</p>
<p>Qualquer admirador do mundo virtual terá seus ânimos revigorados nesta festa. Novos desafios são impostos, criações novas surgem, interações outras nascem.</p>
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		<title>#cparty (2)</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 12:34:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom</dc:creator>
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		<description><![CDATA[São Paulo é monocromática. No máximo, varia do cinza ao preto; expressa em tudo uma essência de asfalto, de vigas metálicas, de fumaça. Nem a natureza, a mãe, escapou do véu de falta de cor que derrama-se em São Paulo – o Rio Tietê é preto, o céu é cinza. É nesse mau gosto de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São Paulo é monocromática. No máximo, varia do cinza ao preto; expressa em tudo uma essência de asfalto, de vigas metálicas, de fumaça. Nem a natureza, a mãe, escapou do véu de falta de cor que derrama-se em São Paulo – o Rio Tietê é preto, o céu é cinza. É nesse <a title="Sampa" href="http://letras.terra.com.br/caetano-veloso/41670/" target="_blank">mau gosto de Caetano Veloso</a> que está acontecendo a <a title="Campus Party" href="http://www.campusparty.com.br" target="_blank">Campus Party</a>. Esta sim, colorida, brilhante, prismática. Os nerds espalham-se pelo Centro Imigrantes de todas as maneiras: deitados, sentados, de pé, de ponta-cabeça. É bonito ver centenas de monitores e gabinetes brilhando num mesmo ambiente — portas abertas a milhões de interações, que, por sua vez, interagem entre si naquele espaço.</p>
<p>Os <a title="Nerds" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nerd" target="_blank">nerds</a> não são mais os melhores alunos de matemática da escola, caricaturalmente concebidos de camisa por dentro das calças, óculos, e um certo ar de doente mental. Os nerds estão coloridos, sem tipo, gordos, magros, altos e medianos. Pretos e amarelos.</p>
<p>Por aqui baixa-se arquivos rapidíssimo — 80 megabytes em 50 segundos. A comida é variada, as pessoas são bonitas — ou se são feias têm estilo, e os assuntos abordados são interessantes. Dizem que o ano passado foi melhor, mas o de agora me satisfaz.</p>
<p>Voltando ao cinzento paulista, lembro do meu agrado pelo monocromático, pela melancolia do inexpressivo. E vejam: faz frio. Ótima conjuntura para um brinde com café. Café preto: o mesmo preto corintiano — o maior dos times paulistas.</p>
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		<title>#cparty</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 11:39:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesta semana estarei em São Paulo, na Campus Party. Vou falar um pouco do ofício aos blogueiros. Aproveitarei para mudar a persona deste blog, transmitindo algo do evento por aqui &#8211; impressões, expressões, enfim. Quarta-feira começo. Entendam: A colaboração como modelo de conhecimento Em uma iniciativa criada na Campus Party Brasil em 2008 e levada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta semana estarei em São Paulo, <a title="Campus Party" href="http://www.campusparty.com.br/" target="_blank">na Campus Party</a>. Vou falar <a href="http://www.abordagempolicial.com/2009/01/abordagem-policial-na-campus-party-2009.html" target="_blank">um pouco do ofício</a> aos blogueiros. Aproveitarei para mudar a <a title="Persona" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Persona" target="_blank"><em>persona</em></a> deste blog, transmitindo algo do evento por aqui &#8211; impressões, expressões, enfim. Quarta-feira começo. Entendam:</p>
<blockquote><p><strong>A colaboração como modelo de conhecimento</strong></p>
<p>Em uma iniciativa criada na Campus Party Brasil em 2008 e levada para a Colômbia e Espanha, vamos novamente abrir uma área especial para os blogueiros, proporcionando um grande encontro de conteúdos, tecnologias e experiências em torno desta nova forma de comunicação.</p>
<p>Os autores dos principais blogs corporativos, pessoais, educacionais e jornalísticos estarão integrados em workshops, palestras, oficinas e atividades ligadas ao conhecimento de ferramentas e idéias que movimentam a blogosfera mundial.</p></blockquote>
<p>É <a title="Campus Blog" href="http://www.campusparty.com.br/index.php/campusblog.html" target="_blank">mais ou menos isso.</a> Ah: <a title="Twitter" href="http://twitter.com/danilloferreira" target="_blank">lá também</a>.</p>
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		<title>Batalha de enamorados</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 05:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ela sentia um prazer malvado em desdenhar. Olhava-me de cima a baixo, com olhos de galhofa, expressando o ridículo que eu era ao lhe querer tão vagabundamente. &#8220;Quem você pensa que eu sou?&#8221;, dizia depois de uns instantes de esmorecimento dos meus desejos. (Como são inutilmente prazerosas essas pequenas batalhas entre os enamorados!). Com pouco, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ela sentia um prazer malvado em desdenhar. Olhava-me de cima a baixo, com olhos de galhofa, expressando o ridículo que eu era ao lhe querer tão vagabundamente. &#8220;Quem você pensa que eu sou?&#8221;, dizia depois de uns instantes de esmorecimento dos meus desejos. (Como são inutilmente prazerosas essas pequenas batalhas entre os enamorados!). Com pouco, após um ou dois minutos de cantar da cigarra, o diálogo iniciava-se entre os olhos, todos os quatro entendidos do jogo em que atuávamos.</p>
<p>Ela pegou-me a mão, pôs em seu joelho, e beijou-me. Ao avançar da mão, ela conteve-me. &#8220;Canalha&#8221;, gritou ainda beijando, sorrindo pelo prazer de negar o que ambos queríamos. &#8220;É a última vez que uso saia&#8221;.</p>
<p>Na verdade, não foi a última vez.</p>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 10:08:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Igreja. A grande culpada pela baixa incidência de sexo oral em nossa sociedade&#8230; A Igreja!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Igreja. A grande culpada pela baixa incidência de sexo oral em nossa sociedade&#8230; A Igreja!</p>
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		<title>Desportos domésticos</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 10:22:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em minha infância fui um atleta e tanto – minha casa foi uma espécie de centro poliesportivo onde eu atuava com desempenhos admiráveis nas diversas modalidades possíveis e impossíveis que criava. A que primeiro lembro, pois talvez tenha sido a mais divertida, é o Tênei, esporte que tinha atributos do Tênis e do Vôlei. Do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em minha infância fui um atleta e tanto – minha casa foi uma espécie de centro poliesportivo onde eu atuava com desempenhos admiráveis nas diversas modalidades possíveis e impossíveis que criava. A que primeiro lembro, pois talvez tenha sido a mais divertida, é o <em>Tênei</em>, esporte que tinha atributos do Tênis e do Vôlei. Do primeiro herdou a bola e as regras de apenas dar um toque nela para lançá-la ao adversário. Do vôlei empregava-se a rede alta e o sistema de pontuação – já que o tênis, esporte metido a besta, possui um sistema deveras complexo e enjoado de pontuar.</p>
<p>O interessante do tênei é seu surgimento espontâneo e adaptativo. O fato de existir uma quadra de tênis vizinha à minha casa, por exemplo, tornou mais fácil a aquisição das bolinhas. Graças aos maus jogadores, e da falta de um alambrado suficientemente alto, choviam bolinhas no nosso quintal em dia de jogo. &#8220;O homem da quadra&#8221;, como eu e meus amigos que também eram vizinhos daquela fonte milagrosa de bolinhas convencionamos chamar, vinha de vez em quando, após o jogo, perguntar se não caíra alguma em nossos quintais. Como o leitor deve desconfiar (não se questiona os fundamentos da moral infantil) nós negávamos sempre ter visto qualquer bola cadente.</p>
<p>Havia euforia ao ver os refletores ligados, sempre às 19 horas, e apostas várias para saber quem teria um saldo maior naquela noite.</p>
<p>Como se vê, pouco do perímetro de privilégio cabia ao meu quintal – motivo pelo qual perdi inúmeras bolinhas de gude em apostas irracionais e vaidosas, principalmente com George, um sagaz interiorano, matuto, por assim dizer, que veio morar em nossa cidade relativamente grande.</p>
<p>Demonstrada a origem das bolinhas de tênis, passemos a outra nuance que mostra a adaptabilidade do tênei: a rede, que era o portão da minha casa, vinha a calhar nos dias em que meu pai proibia-me de sair de casa. O oponente tinha sua quadra limitada pelo passeio, enquanto a minha tinha o perímetro da garagem. Sim, as quadras tinham tamanho diferente, a garagem era substancialmente maior, o que não impedia as minhas vitórias constantes. Eu treinava muito, como todo bom atleta. Quando sozinho, a parede da garagem era o adversário ideal – o que, salvo a ausência da raquete, <a title="Squash" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Squash" target="_blank">me fez inventar o squash</a>, infelizmente depois dele já ter sido inventado.</p>
<p>Em outras oportunidades falarei das corridas de Fórmula Tampinha 1, das escaladas aos montes mangueretes e goiabísticos, da arte marcial com o uso de bastão-vassoura, da corrida de formigas, dos grandes desafios contra as feras Paquito e Chitara&#8230;</p>
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		<title>O caso</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 07:24:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estávamos deitados, a assistir um filme — espanhol, se não erro com a memória. Sobre o sofá, esparramados, misturados, com as pernas entrelaçadas e confundidas. Ela disse-me que o caso não era eu ser bonito, mas o ter estilo. Ela, eu disse, era bela. Mas chamava-me a atenção justamente sua falta de estilo, seus tropeços [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estávamos deitados, a assistir um filme — espanhol, se não erro com a memória. Sobre o sofá, esparramados, misturados, com as pernas entrelaçadas e confundidas. Ela disse-me que o caso não era eu ser bonito, mas o ter estilo. Ela, eu disse, era bela. Mas chamava-me a atenção justamente sua falta de estilo, seus tropeços e desastres, seu jeito de geralmente não saber onde pôr as mãos, em uma palavra, seu desajeito. Eis seu caso.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ziguezague</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 05:59:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cada homem tem um mundo íntimo personalíssimo, com peculiaridades que vão das mentiras que só servem a si mesmo às verdades que não ousa compartilhar. Observe-se o caso da admiração muda nutrida por pessoas inalcançáveis. Trato de pessoas cotidianas, relativamente próximas, mas que possuem caracteres distintos, superiores. O indivíduo entende racionalmente esta superioridade (a beleza, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cada homem tem um mundo íntimo personalíssimo, com peculiaridades que vão das mentiras que só servem a si mesmo às verdades que não ousa compartilhar. Observe-se o caso da admiração muda nutrida por pessoas inalcançáveis. Trato de pessoas cotidianas, relativamente próximas, mas que possuem caracteres distintos, superiores. O indivíduo entende racionalmente esta superioridade (a beleza, o número de livros lidos, a conta bancária, enfim), mas nutre certo vínculo afetivo — e distante — àquela espécie de astro, lamentavelmente convencendo-se de alguma correspondência por parte dele. A superioridade do outro é uma verdade inassimilável para nós mesmos, mas o cultuamos, mentindo a si uma correspondência questionável. Desse tipo de ziguezaguear são compostas nossas entranhas psicológicas.</p>
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		<title>A barriga da mulher</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Dec 2008 04:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As mulheres acertam quando preocupam-se em não ter a barriga saliente: os homens observam esta peculiaridade. Diferentemente do que ocorre com celulites, estrias e varizes — mais fácil entender a filosofia hegeliana ou a casca de noz de Hawking do que diferenciá-las —, a barriga é fator definitivo da atração feminina. As roupas que deixam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As mulheres acertam quando preocupam-se em não ter a barriga saliente: os homens observam esta peculiaridade. Diferentemente do que ocorre com celulites, estrias e varizes — mais fácil entender <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hegel">a filosofia hegeliana</a> ou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Universo_numa_Casca_de_Noz" target="_blank">a casca de noz de Hawking</a> do que diferenciá-las —, a barriga é fator definitivo da atração feminina. As roupas que deixam a barriga de fora, um advento de épocas recentes, veio acentuar esse caractere da boa fêmea. A barriga é a expressão da saúde sexual duma mulher.</p>
<p>Por ali fica o umbigo, orifício descartado, que serviu apenas à alimentação fetal, tornando-se tão-somente uma cicatriz. Ledo engano. O umbigo é um sinalizador: é ele que avisa a proximidade do sexo, principalmente para o viajante que teve como ponto de partida a boca, e fez uma ou duas escalas pelos seios. &#8220;A 25 centímetros&#8221;, ele diz. Para acentuar esse mister, foi inventado o piercing, uma espécie de sinalizador refletivo – um chamariz para o mais desatento observador daquele intermédio.</p>
<p>Nossa afirmação inicial não é muito difícil de entender: por que o homem considera a barriga ao escolher sua parceira? Ora, pois é nela que estará guardado seu filho. O ventre da mulher é um grande símbolo da maternidade, e não poderíamos deixar de levá-lo em consideração ao escolher nossa parceira, mesmo que eventual, já que o homem não precisa de muito tempo para gerar um filho (triste realidade, dirão as mulheres).</p>
<p>Ora, mas por que as mulheres também admiram a barriga sarada nos homens? E por que mulheres com barrigas um tanto salientes arrumam parceiros? Primeira: barrigas musculosas são evidências de machos potencialmente mais aptos à caça, à defesa da família, etc. Um estudante de anatomia poderia dizer melhor a influência dum abdômen fortalecido nas nossas tarefas diárias. Quanto às mulheres com alguma protuberância abdominal que conseguem parceiros, podemos dizer que a perpetuação da espécie em si está acima da preocupação com a qualidade dessa perpetuação.</p>
<p>Mas há quem contrarie essas tendências evolutivas, das quais <a href="http://cafedodom.com.br/os-barbudos-da-moralidade/" target="_blank">já tratei genericamente aqui</a>, e até prefira as barriguinhas um pouco salientes aos modelos esturricados que se mostram por aí – o que não significa que admirá-los seja algo reprovável.</p>
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		<title>Ofendido por Russel</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Dec 2008 21:43:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lembro-me da vez em que anunciei a um meu professor, com algum entusiasmo e bastante exibicionismo, a compra dum livro de Filosofia. Bertrand Russel, se não me engano. Eu estava na casa dos quinze, e fiquei irritado e constrangido com sua recomendação: &#8220;é bom que não leia filosofia por enquanto. Fique na literatura, depois se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro-me da vez em que anunciei a um meu professor, com algum entusiasmo e bastante exibicionismo, a compra dum livro de Filosofia. <a title="Bertrand Russel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bertrand_Russell" target="_blank">Bertrand Russel</a>, se não me engano. Eu estava na casa dos quinze, e fiquei irritado e constrangido com sua recomendação: &#8220;é bom que não leia filosofia por enquanto. Fique na literatura, depois se lance aos filósofos&#8221;. Ora. Quem era ele para julgar a incapacidade, que eu tinha, de entender filosofia? Um professor deve tratar os alunos com presunção de genialidade. E se eu tivesse algo de Mozart, de Newton?</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-724" title="Bertrand Russel" src="http://cafedodom.com.br/wp-content/uploads/2008/12/russel.jpg" alt="Bertrand Russel" width="490" height="212" /></p>
<p>Apesar de ainda hoje concordar comigo mesmo — cabia um &#8220;leia para depois discutirmos&#8221; —, não deixo de dar razão ao mestre. Certas leituras carecem de alguma maturidade intelectual. Talvez não Russel (que li desafiadoramente e entendi), mas outros tantos autores, inclusive de literatura, que só se fazem entender aos espíritos mais aprimorados.</p>
<p>É possível que eu tenha perdido algo, por exemplo, de Machado de Assis, já que terminei a leitura de sua obra aos 17 anos. Por isso, esporadicamente consulto e releio alguma coisa do maior do Brasil.</p>
<p>Geralmente compro livros descompromissadamente, para ler apenas quando estiver no momento ideal; alguns deles passam dos cinco anos ainda em virgindade na minha microbiblioteca. Talvez eu morra e meus herdeiros, se houver, os leiam antes dos 15. Ou não.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>bon appétit</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Dec 2008 21:29:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom</dc:creator>
				<category><![CDATA[Todos os Posts]]></category>

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		<description><![CDATA[As recomendações da semana (ver menu ao lado): Música: Little Joy Cinema: Mar Adentro Fotografia: Antônio Fonseca Blog: Desafinado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As recomendações da semana (ver menu ao lado):</p>
<p>Música: <a title="Little Joy" href="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewProfile&amp;friendID=398072115" target="_blank">Little Joy</a><br />
Cinema: <a title="Mar Adentro" href="http://www.theseainside.com/" target="_blank">Mar Adentro</a><br />
Fotografia: <a title="Antônio Fonseca" href="http://www.flickr.com/photos/fonseca" target="_blank">Antônio Fonseca</a><br />
Blog: <a title="Desafinado" href="http://danigma.blogspot.com/" target="_blank">Desafinado</a></p>
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		<title>30(0) dias.</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 23:46:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Volto após alguns dias dedicados exclusivamente ao ofício — o que significa ler e fazer o que uma instituição, ou o grupo de pessoas que a representam, quer. Não obstante o moldar-se a isso pareça nos despersonalizar, e despersonaliza, os homens precisam participar de grupos. &#8220;Um ser social&#8221;, como já disseram. Importante é que estamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Volto após <a href="http://www.abordagempolicial.com/2008/12/jipom-e-semana.html" target="_blank">alguns dias dedicados exclusivamente ao ofício</a> — o que significa ler e fazer o que uma instituição, ou o grupo de pessoas que a representam, quer. Não obstante o moldar-se a isso pareça nos despersonalizar, e despersonaliza, os homens precisam participar de grupos. &#8220;Um ser social&#8221;, como já disseram.</p>
<p>Importante é que estamos nas férias (esse &#8220;estamos&#8221; é fruto de algumas entrevistas de jogadores de futebol que tenho assistido, eles insistem em usar a terceira pessoa quando estão tratando de si apenas: &#8220;estamos treinando para nos recuperar da lesão&#8221;, &#8220;fizemos uma cirurgia para curar o problema do joelho&#8221;, &#8220;quando nós chutamos a bola, o goleiro defendeu&#8221;, etc.). E as férias, onde nos vemos com mais atribuições do que nos dias comuns, são passadas sobremaneira no gabinete, à frente do computador, e de algum Gilberto Freire ou Dante Alighieri. Ladeado, obviamente, duma chávena com café.</p>
<p>Está claro que praias e sóis não são meu intuito, apesar duma certa admiração contemplativa que ultimamente esses adventos têm me tomado. Pretendo buscar algum entendimento de cinema, melhorar o preparo físico, arranjar alguma paixão, experimentar algum vinho, enfim. São os 30 dias mais ambiciosos que podem haver.</p>
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		<title>Os barbudos da moralidade</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 00:35:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não somos cordiais uns com os outros por motivos religiosos, ou por mandamento de qualquer força sobrenatural — Deus, Alá, ou John Frum. Somos corteses em nossas relações porque, em não sendo assim, não existiríamos. A lógica da moralidade humana é muito mais uma questão biológica do que de qualquer outra área do conhecimento. E, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não somos cordiais uns com os outros por motivos religiosos, ou por mandamento de qualquer força sobrenatural — Deus, Alá, ou <a title="John Frum" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Frum" target="_blank">John Frum</a>. Somos corteses em nossas relações porque, em não sendo assim, não existiríamos. A lógica da moralidade humana é muito mais uma questão biológica do que de qualquer outra área do conhecimento. E, diga-se logo, toda &#8220;bondade&#8221; dos homens visa interesses outros que não a bondade <em>per si</em>. A mãe cuida bem do filho, alimentando-o, protegendo-o, para cumprir o papel de preservação de seus genes, e, por conseguinte, de sua espécie. Se sua tataravó deixasse de fazer isso, ela não existiria, ou se qualquer espécie se der esse luxo, provavelmente será extinta.</p>
<p>Entendam: não somos bons para preservarmos nossa espécie, só estamos preservados porque somos bons. Se alguma espécie ousou ser suficientemente má em suas interações internas, não duraram muito, se digladiaram e feneceram. Isso não significa que aquele indivíduo que age conscientemente de modo benéfico apenas para ter um posterior lucro esteja alinhado com esses pressupostos. Ao contrário. O homem normalmente sente prazer em ter amigos, pessoas confiáveis, e é natural que aja em conformidade com esse sentimento: presenteando, convidando para tomar chope, confidenciando intimidades, etc. A resposta natural para essas posturas é a retribuição, também espontânea. A não ser que alguém perceba algum interesse consciente do outro, o que fatalmente acarretará na quebra da cumplicidade – eis uma chance perdida de ajuda mútua.</p>
<p>A regra do jogo é a confiança. Se há interesse secundário, o jogo está sujo, a relação se quebra, menos um amigo para nos ajudar a chegar ao intento evolutivo. Por isso estamos (ou entendemos que estamos) cada vez mais degradados moralmente: as &#8220;coisas&#8221;, o &#8220;capital&#8221;, estão sempre por trás das nossas cordialidades, dos nossos afagos e bondades. Só rechaçamos o &#8220;interesseiro&#8221; porque ele quer algo além do que a natureza nos legou como suficiente e necessário para sobrevivermos.</p>
<p>Dois insumos básicos para manter a estabilidade do homem, enquanto espécie e enquanto indivíduo, são o amor e a paixão. Se a existência humana fosse um automóvel, poderíamos dizer que o amor é o óleo lubrificante, que dinamiza os processos interacionais, diminui os atritos, as incongruências. A paixão é tal qual a gasolina, volátil, combustível, elemento indispensável para as ignições. O amor cria um elo de responsabilidade, afeto e tolerância acima do normal. A paixão é uma doença, uma obsessão necessária para que o ato sexual, a cópula, se consume. Não é difícil achar semelhanças entre um homem apaixonado e um cachorro que percebe uma cadela no cio.</p>
<p>Essas conclusões se tiram da análise de qualquer livrinho de biologia do ensino médio, que trate de evolução, genética, etc. Charles Darwin é o grande descobridor da gênese de nossa moralidade, sendo Jesus Cristo (ou o conjunto de escritores que descreveram sua doutrina moral) o que primeiro a definiu. Cristo nos ensinou o que ela é, Darwin demonstrou de onde ela veio. Além da barba que suas imagens comumente retratam, eles possuem em comum esse relevante vínculo: o estudo da moralidade.</p>
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		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 21:56:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sabem? O intelectual não se dá com qualquer tipo. Conversar com indivíduos que memorizam toda a escalação do Corinthians, por exemplo, é sofrivelmente maçante — apesar de culturalmente todo brasileiro precisar dum posicionamento futebolístico para, digamos, nutrir as pessoas com quem se relaciona de alguma vulgaridade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabem? O intelectual não se dá com qualquer tipo. Conversar com indivíduos que memorizam toda a escalação do Corinthians, por exemplo, é sofrivelmente maçante — apesar de culturalmente todo brasileiro precisar dum posicionamento futebolístico para, digamos, nutrir as pessoas com quem se relaciona de alguma vulgaridade.</p>
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		<title>À prova</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 03:37:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vocês sabem como é&#8230; semana de estudo voltado às provas. Sem entrar no mérito da cretinice dessas avaliações, digo que estou um tanto quanto empanturrado de trabalho e estudo &#8211; e leituras, e devaneios. Pouco tempo sobra-me, por exemplo, à vadiagem: poder beber, transar e ganhar dinheiro na mesma época da vida é impossível, dizia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vocês sabem como é&#8230; semana de estudo voltado às provas. Sem entrar no mérito da cretinice dessas avaliações, digo que estou um tanto quanto empanturrado de trabalho e estudo &#8211; e leituras, e devaneios. Pouco tempo sobra-me, por exemplo, à vadiagem: poder beber, transar e ganhar dinheiro na mesma época da vida é impossível, dizia meu avô.</p>
<p>Mas estarei aqui em breve, vomitando os dois ou três textos que pululam em minha caixa craniana neste momento&#8230;</p>
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		<title>Ração ao ego</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 04:43:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Concordar, paradoxalmente, é a melhor forma de se desvencilhar dum indivíduo enfadonho e estulto. &#8220;Ah&#8230; ontem eu fui na balada e fiquei com Ana, aquela loira gostosa, lembra?&#8221;. Um sinal afirmativo com a cabeça (quem é Ana?) e um risinho de canto-de-boca é suficiente para satisfazer o ego do infeliz. Se não funcionar, algo como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Concordar, paradoxalmente, é a melhor forma de se desvencilhar dum indivíduo enfadonho e estulto. &#8220;Ah&#8230; ontem eu fui na balada e fiquei com Ana, aquela loira gostosa, lembra?&#8221;. Um sinal afirmativo com a cabeça (quem é Ana?) e um risinho de canto-de-boca é suficiente para satisfazer o ego do infeliz. Se não funcionar, algo como &#8220;você é o cara!&#8221; certamente o deixará contente e espiritualmente alimentado.</p>
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		<title>Consciência de charuto</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 02:10:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Da poltrona cáqui já desbotada de sua sala, fumou um charuto em homenagem à paixão que lhe destituíra o tão caro cotidiano-tédio (a paz trivial da vida, afirmava, era o melhor estado de espírito possível). Naquele momento, era a vez de se destituir dela &#8211; ou melhor, foi à busca da consciência de que as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Da poltrona cáqui já desbotada de sua sala, fumou um charuto em homenagem à paixão que lhe destituíra o tão caro cotidiano-tédio (a paz trivial da vida, afirmava, era o melhor estado de espírito possível). Naquele momento, era a vez de se destituir dela &#8211; ou melhor, foi à busca da consciência de que as paixões são doenças, algum vírus passageiro.</p>
<p>Toda consciência é uma ou mais concepções perenes num indivíduo, o que significa dizer que a paixão se apresentava para ele como um erro proposital, uma entrega burra a uma mulher certamente menor que sua projeção apaixonada. Tragava e ria de si:</p>
<p><em>&#8220;Ridículo. Caralho&#8230; eu sou ridículo&#8221;.</em></p>
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		<title>O cientista.</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 15:23:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se há um sujeito a ser admirado, esse é o cientista. Não o leigo instruído, com suas suposições falaciosas e discursos infundados. Refiro-me ao racionalista e à sua empáfia – notadamente um ser superior aos crentes desavisados. O cientista, e todas as suas questões insolucionadas, é o homem que salva-nos da vulgaridade comum, e nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se há um sujeito a ser admirado, esse é o cientista. Não o leigo instruído, com suas suposições falaciosas e discursos infundados. Refiro-me ao racionalista e à sua empáfia – notadamente um ser superior aos crentes desavisados. O cientista, e todas as suas questões insolucionadas, é o homem que salva-nos da vulgaridade comum, e nos apresenta alguma sofisticação, alguma elegância. Curvo-me, com um sentimentozinho de impotência, ao cientista.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>bon appétit</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 19:32:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dom</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As recomendações da semana (ver menu ao lado): Música: Arnaldo Antunes &#8211; Ao vivo no estúdio Cinema: Modern Times Fotografia: LIFE photo archive hosted by Google Blog: Not Tupy]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As recomendações da semana (ver menu ao lado):</p>
<p>Música: <a title="Arnaldo Antunes - Ao vivo no estúdio" href="http://www.arnaldoantunes.com.br/sec_discografia_view.php?id=38" target="_blank">Arnaldo Antunes &#8211; Ao vivo no estúdio</a><br />
Cinema: <a title="Modern Times" href="http://www.adorocinema.com.br/filmes/tempos-modernos/tempos-modernos.asp" target="_blank">Modern Times</a><br />
Fotografia: <a title="LIFE photo archive hosted by Google" href="http://images.google.com/hosted/life" target="_blank">LIFE photo archive hosted by Google</a><br />
Blog: <a title="Not Tupy" href="http://nottupy.blogspot.com/" target="_blank">Not Tupy</a></p>
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