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Palavra do dia: indisponibilidade.

Aqui se faz, aqui se deve.

Não tem este mundo um conceito equivocado de perversão?

Um tema da elite

Sou um adepto da moda, da valorização a certa preocupação com o vestir-se. A tradição manda que esta seja uma preocupação menor, praticada apenas por “chiques”, “almofadinhas”. Em resumo, um tema da elite. Mas como tudo que carece de escolha, não é mais ou menos elevado anunciar que não se escolhe, afinal, esta é também uma escolha.

Ou seja, escolher a camisa branca em lugar da preta porque esta é mais quente que aquela, é fazer moda. Vestir preto em velório, não menos. Escolhas estéticas, úteis; enfim, moda.

Vive-se e aprende-se que a infantilidade pode conviver com a perversidade sedenta por poder. Em um só sujeito.

Uma CPI como jamais se viu

Li em um site de notícias que, do maior escândalo de todos os tempos da última semana em Brasília se fará uma “uma CPI como jamais se viu”. Que seria da imprensa sem a expectativa do ineditismo?

Pff…

Vota-se no Brasil sobre a legalidade do aborto de fetos anencéfalos. Sem cérebro. Impossibilitados de viver, pois. Há quem seja contra. Talvez estejam corretos, e protejam este tipo de “gravidez” por identificação com a locução adjetiva “sem cérebro”. Pff…

 

Mas ainda assisto ao Chaves e aos jogos do Flamengo vez ou outra.

Há cerca de doze anos não assisto televisão, o que siginifica dizer que dificilmente encontrar-me-ão descuidado ao sofá, conduzido pelas programações sucessivamente impostas. Não que isto seja algo intelectualmente notável, como parece a alguns. É que a internet tornou cômodo consumir tolices ao tempo e na intensidade que se deseja.

Mas ainda assisto ao Chaves e aos jogos do Flamengo vez ou outra.

O mundo é menos dramático que nossas ambições e especulações.

Sempre atribuímos às causas e efeitos do mundo motivos épicos, novelescos. Separa-se um casal, sugerimos algum adultério – nunca o tediozinho que tornou consensual o rompimento.

Fecha um restaurante, houve falência e bancarrota: quem quiser que olhe os negativos na conta do proprietário. E não é que o sujeito apenas enojou-se do negócio?

O mundo é menos dramático que nossas ambições e especulações.

Palavra do dia: gema.

Abracadabra! Cada braça a cabra abraça…


Certas ingenuidades eróticas…


Certas docilidades nocivas…

Certos acanhamentos inúteis…

Decifra-me e devora-me.

Princípio? Qual princípio?

E se descobrisse que algo é efetivamente útil e eficiente, mas contrário a seu princípio? Eis uma pergunta respondida em meio segundo por um assassino.

"Insanidade é fazer a mesma coisa uma e outra vez e esperar resultados diferentes."
Einstein