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A malícia de toda mulher.

 

“Para que serve o título, senão para vender?” não é o título da foto da chinesa.

Para que serve o título, senão para vender?

Suspeito que os sujeitos muito ligados às estratégias da administração, destes que medem até a posição em que dormirão para satisfazer as metas do sono, são os ciborgues que veremos. Nada de robôs se tornando homens, como supôs Spielberg. O contrário, possivelmente.

Talvez por ter-me formado cristão, sempre tive complicações para entender o conceito da mágoa. Sim, pois o cristianismo tem isto de não guardar mágoa. Nunca achei algo que, de fato, me deixasse ‘magoado’: pelo menos não como um estado permanente de contrariedade a alguém. Talvez por descaso ao que poderia levar-me a tal espírito. Talvez por nunca ter experimentado um mal suficientemente gerador de mágoa.

E que faz com indíviduos que não lhe agem bem? Geralmente afasto-me. Afasto-me e dou-lhes tapinhas às costas ao vê-los no bar. E não se trata de um gesto de mágoa.

B-$

(acima, emotion de um sujeito contrito)

Tenho que mudar estes menus cá ao lado, não? >>>>>>>>>>

Entre os casais também a disputa histórica entre a igualdade e a liberdade ocorre. O extremo da liberdade é a solterice. O extremo da igualdade é o casamento tradicional, digamos, cristão. A casada que se quer tornar livre, pede a solterice. O solteiro que quer moldar-se a alguém, pede o casamento. Liberdade versus igualdade.

Ia escrever algo sobre o amor. Enfim. Err…

Se acontecer de buscar uma leitura que lhe ocupe a vagueza do espírito e não encontrar, escreva. Escreva, mas não publique.

Vejo-me, então, tocado ao ombro direito pela dama de negro. Já não sabia como eram severas suas expressões, agressivo seu olhar. Abaixo os olhos e me entrego ao seu domínio.

das destacáveis singelezas recentemente apresentadas.

As intrigas femininas são proporcionalmente irracionais à compulsão sexual masculina.

Brincar o golzinho

Lembro-me do tempo em que ficávamos a brincar o golzinho aqui na rua. Dois ou três na linha; às vezes, para não ficar alguém de fora, quatro. Tinha aquilo de dois contra três, ou três contra quatro: a depender da presença ou não de alguém que era “bom”. “João é bom, já que tem sete, ficam dois com João e nós quatro formamos o outro time”. Tudo certo.

Cada trave eram duas pedras de paralelepípedos, ou, vá lá, duas sandálias. Um, dois, três passos entre uma pedra e outra – os marotos eram dados a afastamentos maiores na trave do time adversário. A bola saía justamente no meio-fio, que servia-se de linha lateral.

Hoje, os paralelepípedos estão sobrando amontoados, e não são mais que pedras. As ruas são vias de transporte. Nada além.

uma cintura sem calcinha

A surpresa de enveredar a mão entre a coxa e o vestido, e sentir uma cintura sem calcinha.

Palavra do dia: estultície.

Não seria mau encerrar por aqui, neste gabinete – um cubo amarrotado de livros e poeira. Acompanha-me a clássica xícara cafeinada, a mão penteando o cabelo de vez em quando, o ranger da cadeira de girar – as cadeiras de girar são a melhor invenção que o homem criou após as mesas de girar (que facilitam pegar o açúcar para adoçar o café – se bem que “após”, aqui, se refere a “melhor”, não a qualquer elemento temporal).

Pois bem. Não seria mau.

E eu não tenho pátria, tenho mátria
E quero frátria

Veloso, Caetano.

"No Museu Dos Vencidos estão reunidos todos os papeizinhos com os discursos de agradecimento não lidos pelos perdedores de todos os prêmios."
Michel Melamed